Resumo: STF encara questionamentos sobre celeridade de decisão que afastou o diretor da PF; Mendes envia ofício a Fux na Segunda Turma. Crise institucional citada envolve suposta aliança entre Moraes e Vorcaro. Sessão extraordinária aponta falha de comunicação e ameaça à participação dos ministros.
Supremo Tribunal Federal (STF) – O ministro Gilmar Mendes encaminhou, na última sexta-feira (11), um ofício ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, para questionar a velocidade com que foi conduzido o julgamento que resultou no afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. Mendes afirmou haver preocupação com a tramitação do caso e com a formação de uma maioria sem a consulta dos demais membros da turma, Dias Toffoli e ele próprio, Gilmar Mendes.
O ofício surge em meio a uma crise institucional no STF, acentuada por um julgamento que envolveu uma alegada aliança entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, na terça-feira (15). Conforme registrado, Mendes mencionou esse episódio durante a sessão, que terminou sem conclusão após o pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Mendes destacou que a sequência de horários cadastrada no sistema oficial da Corte indica que a sessão virtual extraordinária foi marcada sem a devida comunicação a todos os membros da Segunda Turma. Ele ressaltou que a falta de transparência pode comprometer a participação dos magistrados em decisões relevantes, minando a governança do colegiado.
O magistrado ainda enfatizou a necessidade de tratar todos os membros de forma igualitária, advertindo que a exclusão de alguns participantes do processo decisório pode inviabilizar a participação efetiva nas sessões, que devem ocorrer de maneira aberta e colaborativa.

