Resumo: O rapper Oruam ganhou habeas corpus da 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ, revogando a prisão preventiva e removendo-o da condição de foragido. A decisão, unânime, permite que responda à acusação de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho em liberdade. O processo tramita na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital; mandado de prisão expedido em fevereiro de 2026 não impede o andamento da ação.
Rio de Janeiro – O rapper Oruam teve a prisão preventiva revogada nesta terça-feira (22) pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que concedeu habeas corpus. Com a decisão unânime, Oruam, que estava foragido desde fevereiro, pode responder à ação penal por lavagem de dinheiro relacionada ao Comando Vermelho em liberdade.
Conforme o voto do relator, o desembargador Marcius da Costa Ferreira, a decisão acompanhou o entendimento da corte em sessão virtual. O rapper Mauro Davi dos Santos, conhecido artisticamente como Oruam, figura como réu ao lado do pai, Marcinho CP, e de outros investigados na ação que tramita na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), aponta um braço financeiro da facção responsável pela movimentação de recursos ilícitos na economia formal.
A decisão não encerra o processo nem implica absolvição. Oruam continuará a responder às acusações em liberdade durante o andamento da apuração e do julgamento, segundo a defesa e autoridades judiciais.
A prisão preventiva havia sido decretada em fevereiro de 2026 por descumprimento reiterado de medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica, e, desde então, ele era considerado foragido. O STJ já havia revogado anteriormente um habeas corpus que o mantinha em liberdade, o que contribuiu para a expedição de novos mandados de prisão.
Com a expedição do mandado de prisão, a Polícia Civil (PC-SP) realizou buscas em endereços ligados ao cantor, porém ele não foi localizado. Um segundo mandado de prisão, em outro processo, manteve-o procurado até a decisão desta terça-feira.
Além da investigação por lavagem de dinheiro, Oruam responde a outras ações no Rio de Janeiro. Uma das mais conhecidas envolve operação da Polícia Civil em sua residência no Joá, Zona Oeste do Rio, na qual agentes foram atacados com pedras. O Ministério Público denunciou o rapper por tentativa de homicídio qualificada, porém, em agosto deste ano, a Justiça entendeu que não havia elementos suficientes para atribuir a autoria a ele, e esse item foi encaminhado a uma vara criminal comum. O artista também responde a acusações de ameaça, dano qualificado, resistência, desacato e lesão corporal.

