OAB investiga escritório da esposa de Alexandre de Moraes em Brasília

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo – A OAB-DF abriu processo ético-disciplinar contra Barci e Barci, escritório da família do ministro Alexandre de Moraes, com base em relatório da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada pelo presidente Paulo Maurício Siqueira (Poli) em sessão extraordinária do Conselho Pleno. Também haverá processo contra o advogado Ciro Soares; o sigilo do relatório foi retirado em 1º de setembro.

Distrito Federal – A OAB-DF abriu, nesta terça-feira (8), processo ético-disciplinar contra o escritório Barci e Barci, ligado à família do ministro, conforme anúncio do Conselho Pleno. A decisão foi anunciada pelo presidente da entidade, Paulo Maurício Siqueira (Poli).

Relatório da PF – Segundo informações do g1, com base no relatório da Polícia Federal a partir de dados do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, apontam relações entre a família Moraes e Vorcaro, incluindo mensagens enviadas a contato registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

Composição societária – No Cadastro Nacional dos Advogados (CNA), da OAB, constam como sócios do Barci e Barci: Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro), Giuliana Barci de Moraes, Alexandre Barci de Moraes, Ana Claudia Consani de Moraes (cunhada) e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.

Relatório e sigilo – O relator do caso Master no STF, o ministro André Mendonça, retirou o sigilo do material em 1º de setembro. As mensagens mostram relações com a família Moraes, incluindo dois contratos com Viviane Barci e Vorcaro afirmando ter uma “dívida de vida” com Moraes.

Próximos passos – Em sessão, Poli afirmou que cabe ao Tribunal de Ética avaliar os fatos graves trazidos pelo relatório da PF. A OAB-DF também instaurará procedimento ético-disciplinar contra o advogado Ciro Soares, por intermediação entre Vorcaro e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Posicionamento do escritório – Em nota, Barci e Barci afirmou que a OAB-DF utiliza em contexto eleitoral questões já analisadas e arquivadas pela PGR. O escritório solicitou que o presidente Paulo Maurício Siqueira esclareça as declarações e suspenda as medidas cabíveis.

Fontes – As informações foram veiculadas pelo g1, parceiro do PrimeiroJornal.

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