Resumo jornalístico: Fotografia apreendida pela Polícia Federal mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em Londres. A imagem foi enviada, em junho de 2025, ao celular de Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, com a legenda “PG me mandou”. A PGR confirmou a autenticidade, mas não se manifestará oficialmente. O material integra apuração que envolve ministros do STF, com Mendonça abrindo caminho para possível investigação e o julgamento sendo interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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Em Londres, a Polícia Federal aponta a existência de uma fotografia que mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma ocasião não especificada. A imagem foi encaminhada, conforme relato das autoridades, em junho de 2025, diretamente ao celular de Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, acompanhado da legenda: “PG me mandou”. A PGR confirmou a autenticidade do material, mas informou que não se pronunciará oficialmente neste momento.
Versões de defesa e investigação Em resposta, Gonet afirmou que a foto foi tirada em abril de 2024 e sustentou que a presença no local não sinaliza qualquer relação de intimidade com o empresário. O conjunto de documentos integra a apuração tornada pública pelo ministro André Mendonça, do STF, que encaminhou o relatório ao plenário para deliberar sobre a abertura formal de investigação contra membros da Corte. O andamento do processo, porém, teve seu julgamento interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Mensagens e contratos ligados ao caso Além da fotografia, as diligências incluem diálogos entre o ex-advogado do banco e declarações atribuídas a Gonet sobre a expectativa de participação na segunda edição de um Fórum Jurídico financiado pelo Banco Master em Londres, que acabou sendo cancelado. De acordo com os registros, a primeira edição do evento ocorreu em 2024, no George Club, e custou R$ 3,2 milhões ao banqueiro. Além de Gonet, teriam participado o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

