Bahia: A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24/9), a Operação Legado, que apura fraudes em 56 contratos públicos que movimentaram cerca de R$ 17 milhões.
As apurações abrangem 31 municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, e contam com 44 mandados de busca e apreensão em 22 cidades de cinco estados e do Distrito Federal. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o montante de R$ 3,4 milhões.
Entre os investigados, há empresários e pessoas que ocupam ou já ocuparam cargos públicos municipais, conforme apontam as diligências da PF.
Segundo a PF, há indícios de que empresas atuavam de forma coordenada para simular concorrência e direcionar contratos públicos. Os investigadores identificaram também indícios de superfaturamento e faturamento de mercadorias que não chegaram às prefeituras.
Em outros trechos, equipamentos usados teriam sido fornecidos às administrações como se fossem novos, conforme os levantamentos das autoridades.
A investigação aponta movimentos financeiros considerados suspeitos e indícios de possível pagamento de propina a agentes públicos.
A maior parte das buscas ocorreu na Bahia, com oito mandados em Itabuna, quatro em Ibirataia, e diligências adicionais em Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã, Urucuca, Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. No Piauí, houve buscas em Sebastião Barros, Corrente, Parnaguá e Bom Jesus; no Espírito Santo, em Jaguaré e Serra; em Minas Gerais, Janaúba; em Sergipe, Barra dos Coqueiros; e em Brasília, no Distrito Federal.
Os investigados podem responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.

Crédito: PF/Divulgação

