Resumo: PF deflagra operação no Rio de Janeiro contra grupo suspeito de fraudes bancárias, com três mandados de busca em Maricá e São Gonçalo. Investigação aponta movimentação de valores por meio de contas usadas como passagem, com dezenas de transferências fraudulentas que somaram milhões. Início a partir de informações da Base Tentáculos envolvendo beneficiários de programas sociais.
Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, uma operação para desarticular um grupo suspeito de fraudes bancárias e da redistribuição de valores por meio de contas utilizadas como passagem. A ação ocorreu em Maricá e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, expedidos pela PF em conjunto com a Polícia Civil do estado.
Base Tentáculos informou à corporação sobre indícios de fraude eletrônica envolvendo beneficiários de programas sociais. A análise detectou dezenas de transferências fraudulentas realizadas por meio de contas associadas aos alvos, configurando um esquema de acumulação e redistribuição de recursos obtidos de forma irregular.
Segundo a apuração, as transferências fraudulentas somaram mais de R$ 124 mil em etapa inicial da investigação. Além disso, os investigadores identificaram contas utilizadas para concentrar e redistribuir os valores. Em uma das estruturas financeiras vinculadas aos investigados, houve movimentação de aproximadamente R$ 2,18 milhões no período analisado; outra conta registrou operações superiores a R$ 390 mil em curto intervalo de tempo.
A linha de atuação do grupo consistia em enviar os recursos obtidos por meio das fraudes para contas de passagem, para então distribuí-los entre diversos destinatários. Também foram detectadas transferências entre as contas dos próprios investigados e de terceiros, o que reforça a configuração de um esquema organizado.
Durante as diligências, os agentes buscam apreender celulares, computadores, mídias digitais, documentos e outros materiais que possam esclarecer a autoria do crime e identificar possíveis cúmplices. Os investigados, se confirmados, poderão responder, em tese, por estelionato qualificado mediante fraude eletrônica, participação em organização criminosa e lavagem de capitais, entre outros crimes que venham a ser verificados ao longo da apuração.
Observação: a ação contou com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) e mantém o caráter investigativo em curso, com novos desdobramentos ainda a serem informados pelas autoridades.
Crédito da imagem: Divulgaç?o/PF
Crédito: Divulgação/PF

