Resumo Jornalístico
Proibição das casas de apostas esportivas, via medida provisória assinada por Lula (sexta-feira 25), leva emissores a buscar novos patrocinadores para cobrir perdas. Globo, Band e ESPN já negociam com varejistas para substituir espaços destinados às apostas. Dados do Ibope mostram que, entre 2024 e agosto de 2026, apostas investiram R$ 23,6 bi em mídia, com 74% concentrados na TV em 2025.
No Rio de Janeiro, a Globo veiculou propagandas do Supermercado Guanabara, substituindo espaços previstos para apostas desde domingo (27). A peça anunciada pela empresa substitui a publicidade da Superbet, que patrocinava a transmissão do Campeonato Carioca na Globo desde 2025.
A Globo também busca alternativas para transmissões nacionais de futebol, pois as apostas eram patrocinadoras da Copa do Brasil e do Brasileirão. A emissora negocia um possível contrato-tampão até dezembro com as empresas.
Rio de Janeiro – Com a proibição das casas de apostas esportivas firmada por medida provisória, as grandes emissoras brasileiras começam a buscar substitutos de patrocínio para suas transmissões. Em operações de renovação, as redes procuram varejistas para ocupar os espaços que antes eram destinados às apostas.
Globo já atua para recompor a pauta de anúncios nos seus programas esportivos, com a inserção de marcas do varejo em áreas que antes recebiam chamadas de apostas. A evolução envolve negociações nacionais para reduzir o impacto financeiro da mudança.
Band ficou atrás da Magalu, ligada a Luiza Trajano, mas ainda não fechou acordo. As apostas patrocinavam os programas Jogo Aberto e Os Donos da Bola, o que força a emissora a buscar novos patrocinadores para manter o ritmo da programação.
ESPN também avalia impactos; a Casa das Copas convoca reunião nesta segunda-feira (28) para definir rumos e explorar alternativas com empresas de outros setores, buscando maximizar a ocupação de espaços hoje vazios.
Ibope aponta que, entre o início de 2024 e agosto de 2026, o setor de apostas reguladas movimentou R$ 23,6 bilhões em mídia, com a TV respondendo por 74% dos recursos em 2025, evidenciando a magnitude do impacto que as mudanças podem ter nas estratégias de patrocínio das tradicionais transmissões esportivas.

