Resumo:
Campanhas de Lula e Bolsonaro discutem abertura de sigilos. Camilo Santana afirma apoio de Lula às condições apresentadas; Lula deverá protocolar resposta no TSE. Bolsonaro é cobrado a revelar dados de Willer Tomaz e da Alcazar Holding; debate na TV Globo é apontado como próximo passo.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), o senador Camilo Santana (PT), coordenador da campanha de Lula, afirmou que não há oposição às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos de ambos os candidatos. Santana ressaltou que a legenda do PT não se opõe a “absolutamente nada” do PL.
Ele informou ainda que irá nesta quinta-feira (22) à sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para protocolar a resposta do presidente sobre a disputa de sigilos. A expectativa é que a campanha de Bolsonaro faça o mesmo e inclua a conta bancária do advogado Willer Tomaz na queixa de quebra de sigilo.
Anteriormente, nesta quarta, a campanha de Flávio Bolsonaro encaminhou uma réplica ao desafio que impõe a quebra de sigilos bancários e telefônicos. O senador afirmou que abriria seu sigilo se Lula apresentasse, entre outras informações, as contas do ex-chefe de Gabinete, Marcola, bem como dados sobre cartões corporativos e empresas de familiares.
Porém, segundo Santana, a resposta de Flávio omite o levantamento dos dados da conta bancária da Alcazar Holding, empresa de Willer Tomaz, na qual o senador teria “acesso operacional relevante”, conforme a Polícia Federal. “Vemos com muita estranheza ele tirar essa empresa”, disse o coordenador petista durante a coletiva.
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz teriam mantido uma relação de amizade, mas ambos negam qualquer negociação entre eles. Tomaz é alvo de investigações envolvendo lavagem de dinheiro e operações irregulares em casas de apostas, além de ligações com fraudes no INSS.
Nesta terça-feira (20), os advogados de Lula protocolaram no TSE a autorização para abrir os dados de oito anos de Lula, da primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e dos filhos Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís (Lulinha), bem como de Sandro Luís e Luís Cláudio, conforme prometido no debate da Band no último domingo (18). O documento autoriza sigilos bancário, fiscal e telefônico.
A discussão sobre quebras de sigilo antecede o debate da TV Globo, previsto para esta sexta-feira (23). Lula chegou a afirmar que não participaria do confronto caso Flávio Bolsonaro não abrisse seu sigilo.
