Resumo jornalístico: Vitória disputará a primeira fase do Baianão 2027 com um time sub-20, enquanto a presença de torcidas de Bahia e Vitória nos Ba-Vis volta a ser discutida. Barradão pode receber dois públicos e Arena Fonte Nova também é citada. O evento ocorreu em Salvador durante reunião do Conselho Técnico, com início da competição em 9 de janeiro e primeiro Ba-Vi previsto para 24 ou 25. A discussão envolve segurança, torcida única e a história recente de violência fora dos estádios.
Salvador, BA — Em reunião do Conselho Técnico do Campeonato Baiano de 2027, realizada no Cineteatro 2 de Julho, na Federação, em Salvador, ficou definido que o Vitória disputará a primeira fase do torneio com um time sub-20 e que a decisão sobre a presença de torcidas nos Ba-Vis ficará em aberto. O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira (21). A competição começa no dia 9 de janeiro, com o Ba-Vi inaugural previsto para os dias 24 ou 25, conforme a programação.
Durante a sessão, o presidente do Vitória, Fábio Mota, reiterou que o Barradão tem condições de receber os dois públicos. “O Vitória sempre foi a favor das duas torcidas nos estádios. Antes, existia uma série de pontuações em relação ao Barradão. Provamos que não tem (problemas) e agora melhoramos ainda mais, com um acesso exclusivo. O Barradão tem todas as condições e o Vitória continua sendo a favor de ter as duas torcidas”, afirmou Mota.
O dirigente também tratou da restrição de torcidas visitantes, associada a episódios de violência fora dos estádios. “Entendemos que as brigas não são dentro do estádio. Faz seis, sete anos que não tem as duas torcidas e a violência segue acontecendo fora do estádio. Está provado que não é no estádio que tem violência, e sim fora. Ou seja, você ter deixado torcida única nos Ba-Vis não evitou que tivesse violência fora. O Vitória é a favor de ter as duas torcidas tanto no Barradão quanto na Arena Fonte Nova”, concluiu.
A história da torcida única nos Ba-Vis começou em abril de 2017, após recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), motivada por episódios de violência e pela morte de um torcedor. Desde então, os clássicos entre Bahia e Vitória passaram a ser disputados sem a presença simultânea das duas torcidas nos estádios.
