Resumo: Salvador – Paciente de 50 anos com tumor cerebral avançado recebe cuidados multiprofissionais e reabilitação no HCRSF, com foco em cuidados paliativos e melhoria da qualidade de vida.
Salvador — Izamar Galliza, 50 anos, permanece internado no Hospital Casa de Retiro São Francisco (HCRSF), no Horto Florestal, recebendo atendimento multiprofissional com foco em cuidados paliativos e reabilitação após diagnóstico de tumor cerebral avançado. A internação soma quatro meses e meio, durante os quais foram realizados cinco procedimentos de alto risco.
A intervenção envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico, em um plano de cuidados voltado às necessidades e possibilidades do paciente. A estratégia busca ampliar a qualidade de vida e a autonomia, desmistificando a crença de que cuidados paliativos significam fim de tratamento.
Com autorização da equipe médica, Izamar foi transferido para o HCRSF. Nas três primeiras semanas, a família passou a perceber avanços progressivos. Nelma Galliza, esposa, afirma: “A reabilitação da perspectiva renova a vontade de viver, não apenas dele, mas de toda a família. Mesmo sabendo das limitações, entendemos que essa proposta é ideal para o caso dele, para que consiga se reabilitar dentro do possível. Aqui, ele tem mais qualidade de vida e capacidade de interação social, algo que não existia antes.”
A assistência envolve fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico, com foco nas necessidades e possibilidades do paciente. Os resultados já aparecem no cotidiano.
Traqueostomizado, Izamar passou a utilizar a ventilação mecânica apenas durante o sono, deixando de depender do equipamento continuamente. Também recuperou pequenos movimentos, voltou a perceber algumas sensações na faringe e iniciou a alimentação por via oral, reduzindo a dependência da sonda.
“À tarde, vejo o pôr do sol e ouço música; aqui tenho tudo o que preciso para me desenvolver. Sinto uma força que há muito não existia, e isso me mantém firme para seguir”, diz Izamar.
Embora ainda haja desafios, a experiência demonstra que os cuidados paliativos podem coexistir com reabilitação ativa, ampliando a qualidade de vida de pacientes com doenças graves e destacando a importância de uma abordagem integrada ao tratamento.

