Jerônimo Rodrigues (PT), governador da Bahia, cobra transparência de ACM Neto (União Brasil) ao pedir abertura de sigilo após relatório da Polícia Federal ligado à Operação Overclean. Documento, citado por CNN Brasil e ICL Notícias, aponta Neto como líder potencial de organização criminosa que atuaria em contratos superfaturados e cita fraudes em Belo Horizonte e relação com o empresário Marcos Moura (Rei do Lixo). Bahia aguarda posicionamento público de Neto.
Bahia — O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou que o adversário ACM Neto (União Brasil) autorize a abertura de seu sigilo após a divulgação de informações atribuídas a um relatório da Polícia Federal, no âmbito da Operação Overclean. Segundo reportagens da CNN Brasil e do ICL Notícias, o documento aponta Neto como líder de uma suposta organização criminosa que teria atuado para obter recursos públicos por meio de contratos superfaturados.
Ainda conforme as publicações, o relatório cita supostas fraudes em licitações da Prefeitura de Belo Horizonte e uma possível relação com o empresário Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo. O documento também mencionaria o transporte de dinheiro em espécie em malas embarcadas em jatos fretados.
Ao comentar o conteúdo, Jerônimo Rodrigues disse que não cabe a ele julgar as acusações, mas ressaltou a necessidade de o adversário permitir o acesso às informações. “Eu estou assistindo aqui a um vídeo do jornalista Juca Kfouri e fico muito indignado com isso. Eu não sou juiz, não estou julgando. Na condição de candidato, eu gostaria que você pudesse autorizar a Justiça a abrir seu sigilo. A Bahia precisa saber, Neto”, afirmou.

