Resumo jornalístico: Lula, reeleito com 51,78% dos votos, abriu a noite com um discurso de vitória agradecendo à juventude e aos idosos. A abstenção ficou em 19,11%, a menor da história. O presidente eleito ressaltou a defesa da democracia, criticou o negacionismo, prometeu governar para todos e sinalizou que a regulação de plataformas digitais terá papel central em seu governo.
Brasil — O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva abriu a noite de vitória neste domingo ao vencer o adversário Flávio Bolsonaro (PL) com 51,78% dos votos. Em seu primeiro discurso após a contagem, Lula agradeceu a participação popular e ressaltou o apoio recebido, destacando a importância da juventude e do eleitorado mais velho na campanha vitoriosa.
Ao lado do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja e do deputado André Janones (Rede-MG), Lula fez duras críticas ao adversário e descreveu o resultado como uma derrota do negacionismo e da mentira. O petista admitiu ter ficado constrangido ao enfrentar o que chamou de exageros presentes no pleito.
Na sequência, o presidente destacou que não há adversários a vencer, mas um país inteiro a governar — 215 milhões de brasileiros. Ele criticou a interferência de plataformas digitais na eleição e defendeu a regulação do setor, afirmando que grandes empresas devem pagar impostos e não tentar direcionar o processo democrático.
Lula ressaltou ainda o papel de André Janones, chamando-o de “general” da mobilização que, segundo ele, impulsionou a militância em apoio à candidatura. O movimento digital ligado à campanha, o Exército do Lula, chegou a quase 11 milhões de inscritos, em contraste com o canal de Bolsonaro, que somava cerca de 2 milhões de seguidores. O petista afirmou que a presença digital será um pilar central do próximo mandato.
O discurso também enfatizou uma nova postura de comunicação do governo, com menos intermediários no diálogo com a população e maior dinamismo na divulgação de ações administrativas. Lula reforçou que não permitirá que jornalistas com posições político-partidárias interpret tem os fatos de forma distorcida e enfatizou a defesa do SUS, afirmando que não permitirá privatizações desse serviço essencial.

