Resumo: Nelson Vigolo, empresário do Grupo Bom Jesus Agropecuária, é alvo de denúncia do MP-BA na Operação Faroeste, com acusações de lavagem de dinheiro e venda de sentenças. A apuração cita doações a Flávio Bolsonaro, disputas por terras no Oeste da Bahia e menção a um acordo de delação. Segundo a Coluna de Lauro Jardim, do O Globo, Vigolo figura entre os maiores financiadores da campanha no segundo turno.
Nelson José Vigolo, empresário e proprietário do Grupo Bom Jesus Agropecuária, é alvo de denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) no âmbito da Operação Faroeste, que apura supostos desvios envolvendo disputas por terras no Oeste baiano. A acusação aponta a participação de Vigolo em um esquema para favorecer interesses do seu grupo na região, com menções à comercialização de decisões judiciais.
A denúncia também cita uma movimentação financeira associada à campanha eleitoral: segundo a Coluna de Lauro Jardim, publicada no O Globo (parceiro do PrimeiroJornal), Flávio Bolsonaro teria recebido R$ 20,3 milhões em doações privadas no segundo turno, com Vigolo entre os principais financiadores.
Em 2021, o MP-BA denunciou Vigolo e outras pessoas por suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, associadas a um suposto esquema para proteger interesses de um grupo econômico envolvido em disputas por terras no estado.
Conforme a acusação, houve a negociação de pagamento de R$ 1 milhão a um juiz para que se declarasse suspeito em processos de interesse do Grupo Bom Jesus, a fim de afastar decisões desfavoráveis. Vigolo chegou a firmar um acordo de colaboração premiada e, segundo relatos da época, comprometeu-se a devolver cerca de R$ 20 milhões.
O Grupo Bom Jesus também é citado em investigações relacionadas a uma fraude bilionária ligada ao processo de recuperação judicial da empresa, iniciado em 2016. As acusações envolvendo a Operação Faroeste envolvem suspeitas de corrupção e da comercialização de decisões judiciais em disputas fundiárias na Bahia.

