Resumo
- Marco Rubio ameaça encerrar o Tribunal Penal Internacional (TPI) caso as exigências dos EUA não sejam atendidas.
- Governo dos EUA impõe sanções ao TPI horas após Navi Pillay ganhar Nobel da Paz.
- Rubio divulgou vídeo no X afirmando que o TPI não processará americanos; Trump é citado.
- O TPI, criado em 2002, tem 125 países-membros; sede em Haia, Países Baixos; EUA e Turquia não participam.
Estados Unidos – Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, ameaçou encerrar o Tribunal Penal Internacional (TPI) caso a instituição não ceda às exigências americanas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9). Horas depois, o governo de Donald Trump impôs sanções ao TPI, após Navi Pillay, uma de suas ex-juízas, ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Em resposta, a vice-promotora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou as sanções e afirmou que elas não interromperiam o trabalho do tribunal.
Em vídeo publicado na rede social X (antigo Twitter), Rubio afirmou: “O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe americanos”.
“É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão impondo sanções ao Tribunal Penal Internacional. Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e paralisando sua capacidade de operar”, completou.
Entre as críticas dos EUA ao TPI estão mandados de prisão emitidos contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e uma apuração anterior sobre ações de soldados dos EUA no Afeganistão, apuração que a Corte acabou encerrando.
O TPI é uma corte internacional permanente criada em 2002 para julgar indivíduos acusados de crimes contra a humanidade. O tribunal conta com 125 países-membros, incluindo toda a União Europeia e quase todos os integrantes da OTAN, com exceção dos Estados Unidos e da Turquia. Ele é sediado em Haia, Países Baixos.

