Resumo rápido
- Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, atuou como advogado durante o 2º turno da eleição, defendendo cliente que pagou R$ 3,3 milhões ao escritório.
- A defesa teve tramitação no STJ, em 14 de outubro, relacionada a uma disputa societária da Simas Industrial de Alimentos.
- Documento encaminhado à ministra Daniela Teixeira, relatora do caso, conforme Folha de S.Paulo.
- A gestão do escritório fica com Letícia Caetano dos Reis; outros contatos apontam ligação de Alexandre Caetano dos Reis ao lobbyista conhecido como “Careca do INSS”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) atuou como advogado durante o segundo turno da campanha, participando de uma ação para um cliente que pagou R$ 3,3 milhões ao seu escritório. A atuação ocorreu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no dia 14 de outubro, em defesa de Mario Gadelha Simas Filho, em uma disputa societária envolvendo a Simas Industrial de Alimentos.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, o documento protocolado pelo senador foi encaminhado à ministra Daniela Teixeira, relatora do caso, para contestar embargos de declaração apresentados pela parte adversária. A ação demonstra que Flávio Bolsonaro manteve atividades jurídicas no seu escritório durante a campanha presidencial, conforme a reportagem citada.
Entre 2023 e 2024, a Simas Industrial de Alimentos aparece como segundo maior cliente do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, com R$ 3,3 milhões em notas fiscais emitidas nesse período. A reportagem aponta que o escritório registrou receitas significativas durante o mandato no Senado, associando o volume de faturamento à atuação profissional de Bolsonaro no período.
A movimentação financeira também é destacada: o escritório teria emitido pelo menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, segundo o material da Folha de S.Paulo. A administração do escritório fica sob Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador Alexandre Caetano dos Reis, que, conforme a matéria, tem proximidade com o lobista conhecido como “Careca do INSS”, atualmente detido.
