Resumo Jornalístico: INPC de setembro fica em 0,82%, com acumulado de 12 meses em 4,29%. IPCA encerra o mês em 0,82% e acumula 4,58% em 12 meses. Dados do IBGE apontam impactos em reajustes salariais, benefícios e renda; coleta de preços abrange 10 regiões metropolitanas e mais cidades em todo o país.
O INPC fechou setembro em 0,82%, mantendo o ritmo de alta visto nos meses anteriores e levando o acumulado de 12 meses a 4,29%. A divulgação foi feita nesta sexta-feira (9) pelo IBGE. O indicador é utilizado para reajustes de salários e rendimento de famílias com menor renda.
No detalhamento por grupos, o INPC apontou 0,80% para o grupo de alimentos e 0,83% para os itens não alimentícios. Esses pesos influenciam diretamente o comportamento da inflação da cesta de consumo das famílias mais pobres.
Reajustes salariais estão entre os impactos mais diretos dessa leitura. O salário mínimo, por exemplo, utiliza o dado de novembro em seus cálculos, enquanto o seguro-desemprego, o teto do INSS e benefícios de quem recebe até cinco salários mínimos também são ajustados conforme o INPC acumulado até dezembro.
INPC x IPCA. O IBGE também divulgou o IPCA, a inflação oficial, que fechou setembro em 0,82% e registra 4,58% em 12 meses. A diferença entre os dois índices está no público-alvo: o INPC acompanha famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, já o IPCA atinge lares de 1 a 40 salários mínimos. Atualmente, o mínimo de referência é de R$ 1.621.
No âmbito metodológico, 367 itens compõem a cesta do INPC, dez a menos do que no IPCA. Isso reflete a escolha de cobrir diferentes faixas de renda e seus padrões de gasto. Além disso, o peso relativo dos alimentos no INPC é maior, pois famílias com menor renda destinam parcela maior do orçamento a alimentação — cerca de 25% do índice, ante ~21% no IPCA. Em contrapartida, itens como passagem aérea costumam ter peso menor no INPC.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC tem por objetivo a correção do poder de compra das famílias assalariadas de menor renda, mensurando as variações de preços da cesta de consumo dessas famílias.
A coleta de preços para o INPC é realizada em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A pesquisa também inclui Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

