Resumo: No Senado Federal, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a mudança de postura de Flávio Bolsonaro (PL) e da oposição sobre a PEC 221/2019, que propõe encerrar a escala de trabalho 6×1. Bolsonaro afirma que apoiará a proposta apenas no próximo ano, se eleito, para desfazer o que o Senado faz. Guimarães disse que o PL nunca quis votar a proposta; Lula ainda não confirmou presença para promulgação, e Davi Alcolumbre planeja promulgar a PEC na próxima terça-feira (20). Lula ainda não decidiu se virá ao Congresso.
Senado Federal foi palco de entrevista coletiva na noite de quarta-feira (14), na qual o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou a mudança de postura de Flávio Bolsonaro (PL) e da bancada de oposição quanto à votação da PEC 221/2019, que propõe encerrar a escala de trabalho 6×1. “Flávio Bolsonaro disse que vai apoiar a proposta apenas para, no próximo ano, caso seja eleito, desfazer tudo aquilo que o Senado está fazendo”, disse o ministro.
José Guimarães está no Senado para acompanhar a votação da PEC 221/2019 da jornada 6×1. Questionado pela imprensa, o ministro fez duras críticas à estratégia do PL e da oposição. “Eles dizem que vão votar favorável, mas ao mesmo tempo anunciam que no próximo ano, se ganharem a eleição, o que não vão ganhar, vão mudar a Constituição novamente. Portanto, não é pra valer. É uma conversa fiada”, dispara Guimarães.
“Todos sabem que o PL nunca quis votar a proposta que modifica a jornada e beneficia os trabalhadores de todo o país”, completou o ministro. Guimarães não confirmou se o presidente Lula comparecerá a uma eventual sessão do Congresso Nacional para promulgação da proposta. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, disse a aliados que quer realizar a promulgação da PEC na próxima terça-feira (20).
“O presidente Lula ainda não decidiu se virá ao Congresso. Vamos aguardar os acontecimentos”, afirmou José Guimarães.

