Resumo
Liberdade provisória para Valdilene Nonato Santos França, soldado da PM, investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, o Léo Lanches, ocorrida durante operação da 49ª CIPM em Lessa Ribeiro. Medidas cautelares incluem suspensão de função pública por 180 dias e restrições de contato e frequência.
Investigações da DH/Atlântico, com apoio de câmeras corporais e laudos do DPT, apontam que o disparo fatal partiu da arma da soldado. A vítima havia aberto um novo negócio quatro dias antes de morrer.
Caso envolve ainda apuração administrativa da Polícia Militar para responsabilização disciplinar dos agentes envolvidos.
Lessa Ribeiro, São Cristóvão – A Justiça concedeu liberdade provisória à Valdilene Nonato Santos França, soldado da Polícia Militar investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, ocorrida durante uma operação da 49ª CIPM na localidade.
A soltura ocorreu após o término do prazo de 60 dias do inquérito policial e foi confirmada pela esposa da vítima.
Medidas cautelares – A decisão impôs restrições rigorosas: suspensão do exercício da função pública por 180 dias, proibição de se aproximar ou manter contato com familiares e testemunhas, e a restrição de frequentar Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, onde ocorreu o crime.
Situação de custódia – A policial permaneceu presa preventivamente desde o dia 4 de agosto, cumprindo custódia em uma unidade prisional militar, até a decisão que a colocou em liberdade mediante as medidas estabelecidas.
Contexto do caso – O crime ocorreu em 23 de julho, durante uma operação da 49ª CIPM na localidade de Lessa Ribeiro. Leonardo Gil Lima foi atingido por um tiro na cabeça; socorrido, não resistiu aos ferimentos, gerando manifestações na comunidade.
Investigação e pericial – As investigações da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) incluíram depoimentos, análise de câmeras corporais e laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). O exame pericial confirmou que o disparo fatal partiu da arma da soldado.
Perfil da vítima e desdobramentos – Leonardo era casado e pai de três filhos; ele havia inaugurado seu próprio estabelecimento comercial apenas quatro dias antes de morrer. Além do processo criminal, a Polícia Militar mantém um procedimento administrativo para apurar condutas e responsabilidades dos policiais envolvidos.

