Líder do CV é condenado a 133 anos por matar quatro: “Extrema violência”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo da matéria: Em com dignidade de localidade Comendador Levy Gasparian, RJ, ocorreu uma intervenção criminosa em 27/10/2019 quando seis jovens retornavam de baile funk e foram atacados por três homens em uma Fiat Toro. Marcos Leandro de Mello Seixas, conhecido como ‘Ere’, líder do Comando Vermelho na região, foi condenado a 133 anos e quatro meses de prisão por quatro homicídios e duas tentativas de homicídio.

Palavras?chave: condenação CV RJ, violência entre facções, Comando Vermelho, TCP, Comendador Levy Gasparian, Três Rios, 2019

Comendador Levy Gasparian, RJ — Na madrugada de 27 de outubro de 2019, seis pessoas voltavam de um baile funk em três motocicletas quando foram surpreendidas por três homens em uma Fiat Toro na Estrada União e Indústria, em Comendador Levy Gasparian. Marcos Leandro de Mello Seixas, conhecido como ‘Ere’, líder do Comando Vermelho na região, foi condenado a 133 anos e quatro meses de prisão por quatro homicídios e duas tentativas de homicídio, segundo informações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segundo a denúncia do MPRJ, o ataque ocorreu quando o grupo retornava de um baile e foi interceptado na Estrada União e Indústria. As vítimas eram moradores do bairro Barros Franco, em Três Rios, e foram identificadas como Fábio de Figueiredo Gomes Júnior, João Victor Sardinha Pinto, Gabriel Santiago Rogério Guimarães e Maicon Douglas Ferreira Guedes; este último morreu pouco depois. Duas outras pessoas que faziam parte do grupo conseguiram escapar ao cair da moto e se esconder no matagal.

A motivação, conforme aponta o MPRJ, foi uma disputa entre facções criminosas: o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV). A denúncia também aponta que Marcos era responsável pela distribuição de drogas do CV em Três Rios e em Comendador Levy Gasparian, o que alimentou a violência associada ao caso.

Condenação – O Conselho de Sentença reconheceu o conjunto de crimes: quatro homicídios e duas tentativas de homicídio, todos qualificados pelo motivo torpe. A decisão foi recebida como resposta a crimes praticados no contexto de disputas entre organizações criminosas, com a GAEJur do MPRJ destacando o impacto às famílias das vítimas.

“Foi um ataque de extrema violência contra seis pessoas que retornavam de um momento de lazer e foram surpreendidas durante o trajeto. Quatro vidas foram perdidas e duas vítimas conseguiram sobreviver. A condenação representa uma resposta a crimes praticados no contexto de disputas entre organizações criminosas e, sobretudo, às vítimas e aos familiares que convivem há anos com as consequências dessa violência”,

afirmou Simone Sibílio, coordenadora do Grupo de Atuação Especializada no Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJur/MPRJ).

As informações, fornecidas pelo MPRJ, reforçam o relato de que a violência entre facções permanece como um marcador grave de criminalidade na região, cobrando a reflexão sobre segurança pública e combate ao crime organizado. A decisão mantém a atenção sobre as vítimas e seus familiares, que convivem com as consequências desses crimes há anos.

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