Resumo: Lula enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição questionando a exclusão de dados da Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz.
A Polícia Federal investiga possível lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz; Flávio Bolsonaro teria sido cadastrado como usuário master da conta da Alcazar, uma offshore registrada na Madeira, em Portugal.
A defesa de Lula afirma aceitar a proposta de transparência, desde que todas as exigências originais sejam cumpridas e não haja exclusões de investigados.
Documento de 22/10/2025 detalha o caso e cita uso de jato executivo por Flávio Bolsonaro para demonstrar proximidade.

Crédito: “Reprodução/TV Globo”.
Em meio ao desafio de sigilos enfrentado pelos candidatos ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma petição que questiona a exclusão dos dados da Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz; a peça ressalta a necessidade de transparência sobre a relação da empresa com o político.
A peça sustenta que a divulgação dos dados da Alcazar é essencial, pois a PF investiga suposta lavagem de dinheiro envolvendo Tomaz e indica que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como usuário master da conta da Alcazar, com a offshore sediada na Madeira, em Portugal. O objetivo é esclarecer a extensão do acesso aos dados, além da participação societária.
No documento protocolado nesta quinta-feira (22/10), a defesa de Lula afirmou aceitar a proposta de transparência “sem se opor a absolutamente nada”, mas condicionou o acordo ao cumprimento integral das exigências originais do desafio, sem exclusões de empresas ou investigados.
Entre os pontos apresentados, a petição aponta que o foco da transparência não seria apenas a participação societária, mas o fato de o senador ter figurado como “usuário master” da conta da Alcazar mantida no Banco Santander. A peça cita reportagens baseadas em investigações da PF, que indicam o acesso privilegiado a documentos por meio do iCloud do advogado.
Além disso, o texto menciona que, em 22 de maio de 2025 — cerca de um mês após a primeira fase da Operação Sem Desconto —, uma funcionária do escritório solicitou a desvinculação do nome de Flávio Bolsonaro da conta. A petição também aponta a proximidade entre os envolvidos, citando o uso de um jato executivo Legacy 650 para deslocamentos relevantes ao caso.
Resumo: Em Brasília, 2025, documentos vinculados à Alcazar Holdings apontam registros bancários que motivaram apurações da Polícia Federal encaminhadas ao STF e distribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. A peça cita voos de jato entre EUA, Portugal e França pela Cathedral Holdings, ligada a Willer Tomaz, bem como viagem da Alcazar aos EUA para Brasília. Lula cobra a quebra de sigilo da Alcazar Holdings e da Alcazar Brasil Ltda, em meio a esse impasse.
Palavras-chave: Alcazar Holdings, Alcazar Brasil Ltda, STF, Polícia Federal, quebra de sigilo, Lula, Willer Tomaz, Cathedral Holdings, Brasília.
Brasília — Em janeiro de 2025, documentos ligados à Alcazar Holdings indicam que registros bancários da empresa, bem como da subsidiária Alcazar Brasil Ltda., motivaram apurações da Polícia Federal encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e distribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. A narrativa também aponta voos de jato executivo entre os EUA, Portugal e França, contratados pela Cathedral Holdings, ligada a Willer Tomaz, além de uma viagem da Alcazar dos Estados Unidos para Brasília no mesmo período. O conjunto de informações sustenta a leitura de que há uma disputa de natureza financeira envolvendo entidades privadas e autoridades, com o foco no acesso, uso e eventual sigilo de tais informações.
De acordo com a petição, a solução do impasse passa pela autorização de quebra de sigilo da Alcazar Holdings e da Alcazar Brasil Ltda. O pedido segue o critério de que quem não detém os dados diretamente deve providenciar a autorização assinada pelo titular, a mesma exigência aplicada a assessores e parceiros do próprio candidato petista.
“A entrega simultânea e integral da proposta formulada afastará qualquer discussão sobre quem deve abrir as gavetas primeiro. Se a Alcazar continuar de fora, o eleitor saberá de onde partiu a recusa”, conclui Lula. A citação evidencia a pressão por transparência no acesso aos documentos solicitados no âmbito da disputa.
O desfecho depende das decisões do STF sobre a autorização de quebra de sigilo, em meio à tensão entre a necessidade de investigação e a proteção de dados sensíveis de entidades privadas. O caso, que envolve componentes financeiros e políticos de alto interesse, continua sob análise, com efeitos potenciais sobre o equilíbrio entre privacidade e transparência institucional.
