Lula reúne aliados e planeja campanha de rua por estados e rádios

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Lula reúne-se em Brasília com coordenadores de campanha para planejar o segundo turno; Jerônimo Rodrigues (PT) participa. O presidente admite falhas na comunicação, promete ampliar rádio, ações de rua e debates, e cita apoio a aliados, como Cadu de Lula no RN.
Palavras-chave: Lula, segundo turno, Brasília, Jerônimo Rodrigues, rádio, debates, RN

Brasília – Em reunião com coordenadores de campanha e aliados de diversos estados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traçou nesta segunda-feira as bases da estratégia para o segundo turno. O encontro contou com a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

Lula afirmou estar confiante de que pode vencer o segundo turno contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e reconheceu falhas na comunicação com o eleitor, admitindo que investiu pouco em entrevistas de rádio durante a campanha e sinalizando ajustes para os próximos 20 dias.

Ao acolher sugestões de aliados, o líder petista defendeu ampliar as entrevistas para rádio, aumentar o volume de atos de rua e o contato com a população via selfies, além de mais espaço para as redes sociais.

“São 20 dias, mas é melhor. Vamos dormir menos, vamos trabalhar mais. Eu acho que tenho que fazer mais rádio. Eu fiz muito pouco rádio nessa campanha, vou ter que fazer mais rádio. Vou ter que fazer mais selfies, vou ter que conversar mais”, afirmou.

A nova estratégia prevê ainda atos e passeatas em diversas regiões, alinhamento com candidatos aliados e participação em debates televisivos. Lula citou o apoio a candidatos que seguiram para o segundo turno, como Cadu de Lula (PT) no Rio Grande do Norte, que disputa contra Allyson Bezerra (União Brasil).

“Agora é importante ter debate na televisão, porque agora é tete-a-tete. Cada um pode explicar qual é a sua proposta”, disse Lula, lembrando que, no primeiro turno, ele optou por não participar de debates sob a justificativa de que o formato seria prejudicial a ele.

Outro ponto da estratégia é fazer contrapontos entre biografias e programas de governo, deixando claro para o eleitor o que está em jogo caso a vitória de Bolsonaro implique perdas para políticas públicas.

“O que está em jogo é o futuro das políticas de inclusão social deste país. E não se engane: quando o foco é cortar direitos e reduzir políticas públicas, a conta pesa justamente sobre quem mais precisa”, disse Lula.

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