Resumo – Porto da Barra, Salvador (BA): Turista alemão Rupert Thomas Stork, 66 anos, morreu afogado no sábado (17) durante atendimento de resgate na praia. Segundo informações da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), o salvamento contou com apoio de um helicóptero do Graer. Um salva-vidas é apresentado como destaque por manter a vítima à tona, mesmo exausto, contribuindo para uma possível chance de sobrevivência. O médico Ivã Fialho usou as redes sociais para defender os profissionais de emergência e agradecer a atuação da equipe, enquanto o caso é apurado pela Deltur e encaminhado ao IML para necropsia.
Ivã Fialho, médico, relatou em publicação no Instagram ter presenciado o atendimento e saído em defesa dos profissionais após críticas dirigidas aos salva-vidas. Ele destacou o esforço do socorrista que retirou a vítima da água e continuou segurando o turista mesmo quando afirmava não aguentar mais, afirmando que esse gesto permitiu uma chance de sobrevivência.
O médico também ressaltou a importância de reconhecer o trabalho de equipes de emergência e afirmou que, em situações graves, nem sempre é possível evitar mortes. Ele criticou práticas que, segundo ele, exploram a vulnerabilidade dos pacientes e defendeu políticas públicas para garantir atendimento à população, citando a extensão gratuita da universidade pública, o SUS e o Samu.
Ao final da mensagem, Fialho dedicou a publicação à memória de Rupert Thomas Stork, descrevendo-o como a vítima do afogamento no Porto da Barra, e reforçou a necessidade de sensibilidade no exercício da medicina, destacando a importância de reconhecer também os salva-vidas envolvidos na ocorrência.
Segundo informações da PM-BA, o resgate contou com o apoio do Graer, com helicóptero acionado para retirar o turista da água. Após o resgate, a vítima recebeu atendimento do Samu. Testemunhas relataram à TV Bahia que as equipes tentaram reanimá-lo por cerca de uma hora, sem sucesso. O caso foi registrado na Deltur e o corpo encaminhado ao IML para necropsia. Até a tarde de domingo (18), não havia informação sobre a liberação do corpo nem seu translado para a Alemanha.

