Resumo: Durante o julgamento da Operação Faroeste no STJ, o ministro OG Fernandes leu trechos das anotações da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, em que a magistrada cita o desejo de “ganhar 10 milhões” para quitar compromissos, revelando uma pretensa vida de opulência. A Corte também teve acesso a movimentações financeiras, mensagens de WhatsApp e depoimentos de delatores antes de proferir a decisão.
O que aconteceu: nesta quarta-feira (21), no STJ, o julgamento dos réus da Faroeste resultou na condenação de cinco pessoas, entre elas a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago e o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio. Os demais acusados foram Adailton Maturino dos Santos, Geciane Maturino dos Santos e Ricardo Augusto Três, apontados por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Pessoas envolvidas: Adailton Maturino dos Santos, Geciane Maturino dos Santos, Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, Maria do Socorro Barreto Santiago e Ricardo Augusto Três foram condenados.
As penas determinadas foram: Adailton Maturino dos Santos, 21 anos e 7 meses de prisão; Geciane Maturino dos Santos, 16 anos e 4 meses; Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, 15 anos e 8 meses; Maria do Socorro Barreto Santiago, 14 anos e 11 meses; Ricardo Augusto Três, 10 anos e 9 meses.
A Corte também determinou a perda dos cargos públicos dos dois magistrados. Após o trânsito em julgado, a decisão deverá cassar as aposentadorias e os proventos de inatividade, além do perdimento de bens e valores provenientes dos crimes, em favor da União.
