Resumo: ONU aprova resolução contra o embargo dos EUA a Cuba. Votação na Assembleia Geral: 130 votos favoráveis, incluindo o Brasil, 17 contrários e 25 abstenções.
Histórico de votos: a matéria já foi apreciada 33 vezes desde 1992; entre 2015 e 2017, 191 países defendiam o fim do embargo, o maior apoio registrado. Contexto político envolve a relação entre EUA e Cuba e mudanças de governo nos Estados Unidos.
Contexto brasileiro: o Brasil normalmente vota a favor do fim do bloqueio, com exceções durante o governo de Jair Bolsonaro (PL): em 2019 votou contra e, em 2021 e 2022, absteve-se.
Crise humanitária: Cuba, sob embargo desde 1960, enfrenta dificuldades econômicas agravadas por sanções, com escassez de energia, combustíveis, gás de cozinha, medicamentos e serviços essenciais; neste ano, a inflação registrou alta de cerca de 25% em relação ao ano anterior, segundo informações da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução contra o embargo unilateral mantido pelos Estados Unidos contra Cuba há quase 27 anos. A medida foi aprovada com 130 votos favoráveis, incluindo o do Brasil, 17 contrários e 25 abstenções, em uma demonstração de pressão internacional sobre Washington. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, a votação reflete um contexto de campanha dos EUA para convencer governos aliados a rejeitarem a resolução, resultando no menor apoio ao fim do bloqueio em três décadas.
A resolução já foi votada 33 vezes na ONU. Na primeira vez, em 1992, apenas 59 países votaram a favor. Entre 2015 e 2017, 191 países apoiaram o fim do embargo, o que marcou o maior número até hoje. O período coincide com o governo do então presidente dos EUA, Barack Obama, que buscou uma reaproximação entre os dois países.
Em relação ao posicionamento brasileiro, o Brasil tem se colocado favorecido à eliminação do bloqueio na maioria das votações, com exceções em três ocasiões no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): em 2019 votou contra e, em 2021 e 2022, abstive-se.
Crise humanitária
Cuba permanece com o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1960, como resposta à Revolução Cubana de 1959. Neste ano, o governo norte-americano intensificou as sanções, agravando a crise econômica da ilha. A escassez de energia, combustíveis, gás de cozinha, medicamentos e serviços essenciais persiste, enquanto a inflação deste ano cresceu 25% em relação ao ano anterior.

