Tesouro Nacional anuncia recompra de NTN-B com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045 para recomposição de condições de mercado.
Leilão de recompra terá edital publicado no site da instituição, com detalhamentos sobre as condições.
Secretaria do Tesouro também cancela o próximo leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), conhecido como Tesouro Selic.
A ação ocorre após as eleições, com Durigan destacando ajustes de mercado para reduzir oscilações futuras.
Brasília — O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (27) que vai recomprar Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) com vencimentos em 15/08/2030, 15/05/2035, 15/08/2040 e 15/05/2045. O edital com as condições do leilão de recompra será divulgado no site da instituição.
A medida foi autorizada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que disse a jornalistas, em Brasília, que a recompra dos títulos seria anunciada “na medida em que estivessem colocadas as condições e a necessidade [do governo federal] de fazer uma intervenção.”
A Secretaria do Tesouro também anunciou o cancelamento do próximo leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFT). Conhecidas como Tesouro Selic, as LFTs são títulos públicos de renda fixa indexados à Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.
Ontem (26), um dia após o segundo turno das eleições gerais — cuja disputa pela Presidência da República foi vencida pelo candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva — o Tesouro Nacional recomprou mais de R$ 14,8 bilhões em títulos públicos.
A recompra dos títulos públicos é uma medida extraordinária adotada para corrigir eventuais instabilidades verificadas no mercado, como as registradas nesta segunda-feira e que Durigan classificou como “variações” decorrentes do ajuste de expectativas frente ao resultado das eleições.
“O mercado estava apostando em um determinado candidato, mas um outro, o presidente Lula, conseguiu uma vitória histórica. [Neste contexto] é natural que uma “troca de posições” cause um desarranjo [temporário] no mercado”, disse o ministro aos jornalistas, demonstrando confiança na retomada da “racionalidade de mercado”.
“Espero que hoje a gente mantenha o nível de racionalidade. Não estou falando de nível de preços, até porque não me compete falar sobre isso, mas de racionalidade, sem grandes oscilações”, acrescentou Durigan.
