Resumo jornalístico
- Brasil: produção da indústria cai 0,6% em agosto ante julho, aponta o IBGE.
- Julho teve alta de 0,1%; maio (-1,0%) e junho (-1,6%) já haviam registrado recuos.
- 16 de 25 ramos recuaram; quedas puxadas por fumo, farmacêuticos e extrativas.
- Indústria fica 1,3% acima do patamar pré-pandemia e 15,6% abaixo do pico histórico de 2011.
Palavras-chave: produção industrial, IBGE, agosto, economia brasileira
A produção da indústria brasileira recuou 0,6% em agosto na comparação com julho, conforme a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (2). O resultado interrompeu a alta de 0,1% observada em julho e se soma a quedas registradas em maio (-1,0%) e junho (-1,6%).
Segundo o pesquisador do IBGE André Macedo, nos últimos quatro meses a produção industrial acumula uma perda de 3,1%, o que reduz os ganhos de 4,3% acumulados no primeiro quadrimestre do ano. O recuo sinaliza menor dinamismo do setor no segundo quadrimestre, em parte explicado pela taxa de juros mais elevada.
De acordo com Macedo, a indústria está 1,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), porém 15,6% abaixo do ponto mais alto da série histórica da PIM, atingido em maio de 2011. Em comparação com agosto do ano passado, a produção caiu 1,2%; na média móvel trimestral, a queda é de 0,7%.
Entre as 25 atividades pesquisadas, 16 registraram queda de julho para agosto. Destacam-se os recuos em produtos do fumo (-23,4%), produtos farmacêuticos e químicos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%). Entre as nove que cresceram, destacam-se alimentos (1%), produtos químicos (0,9%), metalurgia (0,8%) e produtos diversos (8,4%).
As quatro grandes categorias econômicas da indústria também recuaram: bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de consumo duráveis (-1,0%) tiveram quedas mais acentuadas, enquanto bens de capital (-0,6%) e bens intermediários (-0,2%) registraram recuos menores.
* Matéria atualizada às 10h32min para acréscimo de informações.
Crédito: Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil

