Resumo: Marianna Fux, desembargadora do TJ?RJ e filha do ministro Luiz Fux, aparece como possível nomeação ao STF por Flávio Bolsonaro (PL) para a vaga que surgirá com a aposentadoria de Fux em 2028, segundo Juliana Dal Piva (ICL Notícias). A matéria traça o histórico da magistrada, incluindo aprovação em 2016, contestações anteriores e especulações sobre futuras indicações presidencial.
A desembargadora Marianna Fux, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e filha do ministro Luiz Fux, é citada como possível escolha de Flávio Bolsonaro (PL) para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), quando o pai se aposentar, previsto para abril de 2028. A informação foi publicada pela coluna da jornalista Juliana Dal Piva no site ICL Notícias.
Segundo a reportagem, Marianna Fux tomou posse no TJ-RJ em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada ao quinto constitucional para a advocacia, tornando-se na época a magistrada mais jovem nomeada.
O processo de escolha durou um ano e meio e foi marcado por contestações. Em setembro de 2014, a candidatura foi impugnada por não comprovar os dez anos de exercício da profissão exigidos. O primeiro documento apresentado para atestar a atuação, enviado pelo escritório onde ela trabalhava, chegou a ser rejeitado, mas, posteriormente, a candidatura foi liberada.
A imprensa também registrou detalhes sobre o início da carreira. Em reportagem da Folha de S. Paulo, de 2013, constavam apenas seis processos no TJ-RJ, entre eles ações de extravio de bagagem, espólio e dano moral. Na época, Marianna já tinha a graduação em Direito pela Universidade Candido Mendes e fazia um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.
Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada entre os desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão a nomeou cerca de duas horas após a votação.
Caso o Flávio Bolsonaro seja eleito presidente no segundo turno, em 25 de outubro, o parlamentar deverá indicar, no mínimo, três ministros para o STF. A primeira vaga é apontada como a deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo, mas a indicação não avançou no Senado. A imprensa comenta ainda a possibilidade de Jorge Oliveira, do TCU, ser indicado para uma das vagas, com Marianna Fux sendo ventilada, ao menos, para a vaga aberta com a aposentadoria de Luiz Fux.

