Renovação no Senado derruba veteranos e abala lideranças do Congresso

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Eleição deste domingo redefine a configuração do Senado, com o PL ampliando sua presença ao eleger 19 dos 54 senadores. Entre derrotados estão Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann. O pleito trouxe reveses em estados como Paraíba, Amapá, Alagoas, Piauí, Santa Catarina e Paraná, conforme apuração da CNN Brasil, parceira do PrimeiroJornal.

A apuração deste domingo mostra mudanças expressivas na composição do Senado. O PL tornou-se a legenda que mais ampliou sua presença na Casa, elegendo 19 dos 54 senadores em disputa, num descolamento claro em relação a lideranças tradicionais de diferentes campos políticos, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, parceira do PrimeiroJornal.

Paraíba — Nabor Wanderley, pai do deputado Hugo Motta, não garantiu uma das cadeiras em disputa, abrindo espaço para novas combinações no estado, segundo a apuração.

Amapá — Clécio Luís, governador aliado de Alcolumbre, foi derrotado. As duas vagas do estado ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).

Alagoas — Renan Calheiros não conseguiu renovar o mandato, encerrando 32 anos de atuação no Senado. Em outra frente, Renan Filho, da família Calheiros, perdeu a disputa pelo governo estadual para JHC (PSDB).

Piauí — Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil, não permaneceu no Senado, derrotado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que ficaram com as duas cadeiras em disputa.

Santa Catarina — Esperidião Amin (PP) foi derrotado. As vagas do estado ficaram com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro (ambos do PL), fortalecendo o alinhamento bolsonarista na região.

Paraná — Gleisi Hoffmann terminou a disputa em quarto lugar e não retornou ao Senado. As vagas ficaram com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Além disso, Randolfe Rodrigues (PT) também ficou fora da contagem para o Senado.

O resultado sinaliza um redesenho estratégico no Senado, com maior força ao PL e impactos relevantes para as bases de apoio do Congresso em estados de origem das lideranças políticas, conforme apuração inicial de veículos parceiros citada pela reportagem.

Resumo

Amapá e Paraíba registraram derrotas de aliados de Motta e Alcolumbre, dirigentes do Congresso, refletindo na base de apoio ao governo Lula.

Em Amapá, Clécio Luís (União Brasil) não foi reeleito; Dr. Furlan (PSD) venceu.

Na Paraíba, Nabor Wanderley (Republicanos) também perdeu; Joao Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rego (MDB) foram eleitos ao Senado.

Amapá e Paraíba registraram derrotas de aliados de Motta e Alcolumbre, figuras-chave do governo no Congresso, em pleitos que afetam a base de apoio ao governo Lula. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil) não conseguiu a reeleição e foi derrotado por Dr. Furlan (PSD), consolidando mudança no comando estadual.

Alianças e estratégias – Clécio Luís disputou o pleito com uma coalizão ampla, que incluía o PT e uma federação entre União Brasil e PP, mas a composição não garantiu a continuidade no comando do estado. A derrota sinaliza desgaste de alianças traçadas para sustentar o grupo de Motta e Alcolumbre no cenário estadual.

Paraíba – Na Paraíba, o senador Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta, também não garantiu uma das vagas para o Senado. Os eleitos foram João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rego (MDB), consolidando a nova composição do Senado no estado.

Conjunto de consequências – Os resultados, conforme avaliação inicial, representam derrotas para projetos apoiados pelos dirigentes do Senado e da Câmara em seus estados. Embora Motta e Alcolumbre não estejam diretamente em disputa, aliados e familiares ligados a eles foram atingidos pelas derrotas, o que pode exigir ajustes na articulação política do governo no Congresso.

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