Resumo: Em Salvador, o vice-presidente Geraldo Alckmin defende mandatos para ministros de cortes superiores, destaca a importância da segurança jurídica na Justiça Eleitoral e aponta reformas do Judiciário como prioridade de um eventual novo governo ao lado de Lula. O posicionamento é compartilhado com Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia.
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Salvador — O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu o formato de mandatos para ministros das cortes superiores durante declaração a jornalistas, em evento realizado na capital baiana na quinta-feira (15). Segundo ele, a insegurança jurídica é uma preocupação recorrente no Brasil, com especial ênfase na atuação da Justiça Eleitoral, órgão que, na avaliação dele, assegura a cabine inviolável e o voto secreto.
“A cabine inviolável, o voto secreto, a Justiça Eleitoral foram conquistas da sociedade. Então é preciso ter isenção, isenção, segurança jurídica. É isso que se espera”, destacou o vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Alckmin reforçou que a reforma do Judiciário deve figurar entre as principais metas do próximo governo, caso Lula e ele sejam eleitos no segundo turno. O objetivo, na leitura do oposicionista, é alinhar o Judiciário a princípios de ética e eficiência, replicando o que, na visão dele, ocorre em outras partes do mundo.
Alckmin citou ainda que, assim como ocorreu com a reforma tributária, o governo que se formar deverá pautar a reforma política e a reforma do Judiciário. Em tom mais firme, o político sinalizou que a defesa de mandatos não substitui a exigência de responsabilidade: “Quanto maior a autoridade, quanto maior o poder, maior deve ser a responsabilidade.”

