Resumo: PF investiga denúncias de ameaças de envenenamento da água da Aldeia Sassoró, em Tacuru (MS), após o 2º turno das eleições de 2026. Áudios circulam nas redes; MPI acionou a PF na sequência. Não há confirmação de contaminação. Palavras-chave: Aldeia Sassoró, Tacuru, MS, PF, MPI.
Tacuru, Mato Grosso do Sul — A Polícia Federal (PF) abriu apuração para investigar denúncias de ameaças de envenenamento da água que abastece a Aldeia Sassoró, em Tacuru, Mato Grosso do Sul, ocorridas após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em áudios que circulam nas redes sociais, pessoas mencionam a intenção de contaminar a água da comunidade. As lideranças indígenas acionaram o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que encaminhou o caso à PF na segunda-feira (26).
Segundo apuração do portal G1, Rogério Torquetti, prefeito de Tacuru, publicou um vídeo nas redes sociais em que pediu desculpas pelas falas atribuídas a pessoas citadas na denúncia. Ele classificou o episódio como um mal-entendido e afirmou que as declarações teriam ocorrido em meio à euforia pós-eleições e possivelmente sob efeito de álcool.
Cacique Ivan Montiel, liderança da Aldeia Sassoró e vereador do município, condenou as ameaças e afirmou que buscará a responsabilização criminal e civil dos envolvidos.
A APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) também denunciou outros episódios de violência em Mato Grosso do Sul, incluindo ameaças de morte, manifestações racistas e atropelamentos.
Na madrugada de sábado (24), um indígena morreu após ser atropelado na rodovia MS-289, entre Coronel Sapucaia e Amambai. As circunstâncias do acidente permanecem sob apuração, e não há confirmação de relação com violência política ou com as denúncias registradas após o segundo turno das eleições.
Em nota, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) negou qualquer confirmação de genocídio contra povos indígenas no estado. A pasta informou que as forças de segurança atuam para preservar a ordem pública e prevenir conflitos.

