Wagner Moura e figuras do cinema brasileiro firmam manifesto conjunto sobre o cenário eleitoral

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Cineastas brasileiros assinam carta aberta pedindo atenção internacional ao segundo turno das eleições, com Wagner Moura entre os signatários. A nota, veiculada pela Variety, cita sinais de desrespeito democrático e possível interferência estrangeira. Cobertura adicional pela imprensa internacional é mencionada, incluindo o The Guardian.

Hollywood, EUA — Em carta aberta, cineastas brasileiros, entre eles Wagner Moura, pedem atenção internacional rigorosa ao segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. O documento foi divulgado pela Variety, parceira do PrimeiroJornal, e reúne signatários da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, como Fernando Meirelles, Alice Braga e Petra Costa.

Segundo a carta, há sinais de desrespeito às normas democráticas e a alegações de possível interferência estrangeira no Brasil, que exigem investigação transparente e escrutínio internacional, conforme trecho do manifesto divulgado pela Variety, parceira do PrimeiroJornal.

A reportagem cita temas como a discrepância no alcance de conteúdos políticos nas redes sociais, bem como alegações de interferência do governo dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. O texto aponta que o governo norte-americano destinou cerca de US$ 1 milhão, proveniente de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, conforme publica o The Guardian, parceiro do PrimeiroJornal.

Observadores da mídia também levantaram preocupações sobre distorções no alcance de conteúdo político nas plataformas da Meta, com relatos de quedas de alcance nas contas no Instagram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dificuldades de acesso e visibilidade nos resultados de busca, além da impossibilidade de promover postagens por meio de publicidade paga, conforme descrito no material citado pela reportagem.

Outro ponto envolve um site sediado nos EUA que promovia a compra de anúncios em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, com promessa de ajudar crianças carentes em Uganda. A Polícia Federal brasileira também investiga suspeitas de pagamentos em dinheiro a eleitores em áreas rurais, conforme apurado pela publicação.

A carta também aborda propostas de Flávio Bolsonaro, incluindo a promessa de reescrever a Constituição de 1988, com redação a ser feita por um Congresso dominado pela maioria de direita. A narrativa ressalta a relevância de fatos ligados a uma tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, citando que ele estaria preso em relação a esse caso, enquanto seu filho permanece sob atenção das investigações. O conjunto das informações reforça o clima de tensão política relatado pelos signatários.

Resumo: Artistas e produtores da indústria audiovisual brasileira lançam carta aberta criticando a cobertura da imprensa sobre acusações envolvendo a família Bolsonaro; destacam denúncia ao Tribunal Penal Internacional por mortes associadas à COVID-19, defendem a democracia e pedem vigilância internacional.

Palavras-chave: democracia, mídia, Bolsonaro, TPI, Haia, cultura, austeridade.

Um manifesto assinado por nomes da cultura crítica a cobertura da grande imprensa critica a forma como a mídia tradicional tem tratado acusações envolvendo a família Bolsonaro, afirmando que houve uma tendência de normalização de fatos graves que merece tratamento com a devida seriedade. O documento aponta ainda para uma denúncia ao Tribunal Penal Internacional (TPI), apresentada em Haia, relacionada às mais de 600 mil mortes por COVID-19 registradas no Brasil durante a gestão federal, argumento citado pela denúncia de que mais da metade dessas mortes poderia ter sido evitada.

Conforme o texto, o filho de Jair Bolsonaro estaria propondo cortes nos gastos com seguridade social, inspirados por políticas de austeridade defendidas pelo governo de Javier Milei na Argentina. A carta sustenta que a omissão ou a minimização desses fatos alimentam a desinformação pública e prejudicam a defesa da democracia.

Os signatários, profissionais da cultura, lembram que políticas de austeridade anteriores tiveram impactos no setor audiovisual, citando o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo Setorial do Audiovisual e o enfraquecimento de instituições culturais, além de denúncias de censura. O grupo sustenta que proteger a liberdade de expressão e assegurar a sustentabilidade da indústria audiovisual são elementos centrais da defesa da democracia.

A carta enquadra os acontecimentos no Brasil dentro de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral na América Latina. A defesa da democracia brasileira, argumenta o manifesto, depende não apenas da atuação da sociedade brasileira, mas também da vigilância e do envolvimento da comunidade internacional. Por fim, os signatários convocam a imprensa internacional a acompanhar o processo eleitoral com rigor, estimular o debate público e apoiar investigações independentes.

Assinaturas: Adrian Teijido; Alê Abreu; Alice Braga; Andrea Barata Ribeiro; Anita Rocha da Silveira; Anna Muylaert; Anna Van Steen; Bernardo Uzeda; Carlos Segundo; Carolina Markowicz; Claudia Kopke; Daniel Filho; Daniel Rezende; Daniela Thomas.

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