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Advogada baiana defende justiça após morte de filhote de chihuahua em pet shop de região nobre em SP

Advogada baiana defende justiça após morte de filhote de chihuahua em pet shop de região nobre em SP
Advogada baiana defende justiça após morte de filhote de chihuahua em pet shop de região nobre em SP

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RESUMO: Durante comemoração pela carteira da OAB, Miyeon, uma chihuahua de 10 meses e 1,3 kg, morreu durante banho em pet shop de alto padrão no Jardim, SP; investigação apura maus-tratos, omissão de socorro e possível adulteração de provas; família pretende doar eventual indenização a instituições de proteção animal.

Em 4 de novembro de 2025, uma jovem advogada baiana viu a celebração da carteira da OAB se transformar em tragédia quando Miyeon, uma chihuahua de 10 meses e 1,3 kg, morreu durante o banho em um pet shop de alto padrão no bairro Jardins, em São Paulo.

A tutora, que acompanhava a cadela para adiantar os preparativos para a solenidade, autorizou o transporte até o estabelecimento, parceiro da creche canina onde ocorreria o banho.

Miyeon chegou à clínica veterinária sem pulso, sem respiração e sem sinais vitais; a morte, segundo o prontuário, ocorreu pelo menos 10 minutos antes da entrada na unidade. A necropsia confirmou lesões no crânio da cadela.

O caso está sob investigação da 78ª Delegacia de Polícia, com apuração de crimes de maus-tratos a animais, omissão de socorro e possível adulteração ou ocultação de provas.

A família afirma que busca responsabilizar os envolvidos e informou que qualquer indenização recebida será destinada integralmente a instituições de defesa animal.

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ENTENDA O CASO: Pela manhã, a tutora levou Miyeon à creche para adiantar os preparativos para a solenidade da OAB. Em seguida, autorizou o transporte ao pet shop, o qual prestava serviço à creche, para o banho.

Miyeon celebra aniversário | Foto: Reprodução

Conforme os autos, no fim da manhã, a administração da creche informou que Miyeon desmaiou durante o banho e foi encaminhada a uma clínica veterinária de urgência. Ao dar entrada, a equipe médica constatou o óbito.

LEDE: O caso envolve a morte de uma cadela atendida em um pet shop da região; a Polícia Civil apura supostas irregularidades no manejo do animal e a ausência de supervisão no momento do banho. A investigação também aponta entraves para a obtenção de todo o material de vídeo, com versões contraditórias entre funcionários e veterinária do estabelecimento.

IMAGENS DO CIRCUITO INTERNO mostram que o profissional realizava o banho de dois animais ao mesmo tempo. Miyeon foi retirada de uma banheira menor e colocada no espaço onde estava um cão de porte maior. As imagens indicam gestos bruscos e possível agressão contra a cadela; o profissional afirmou que, quando o animal se agitou e tentou mordê-lo, aplicou contenção física antes de ela ficar inerte.

VERSÕES CONTRADITÓRIAS entre o que aparece nas imagens e as declarações da veterinária no prontuário hospitalar. O material gravado sugere que o profissional apenas recolheu o corpo inconsciente da bancada e saiu do recinto sem realizar manobras de ressuscitação ou primeiros socorros antes do transporte. Em mais de uma hora de gravação analisada pelas autoridades, não houve a presença de gerente, supervisor ou proprietário na sala de banho.

SUPRESSÃO DE PROVAS – o inquérito do 78º DP detalha as dificuldades enfrentadas pela família e pelas autoridades para obter a totalidade das mídias digitais. Após a confirmação da morte, os donos do pet shop alegaram falhas no sistema de gravação e problemas nos HDs, recusando entregar os arquivos no mesmo dia.

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ENTREGA POSTERIOR E REGISTRO – mesmo com tentativas de contato, as donas não compareceram ao hospital no dia do ocorrido, indo à residência da tutora somente às 23h com um notebook contendo 53 minutos de gravações previamente selecionadas. O material disponibilizado omitía imagens da câmera frontal posicionada sobre a bancada de banho.

AÇÃO DA POLÍCIA – diante da negativa de entrega, a Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência no local comercial; a disponibilização da totalidade das imagens e do ângulo frontal só ocorreu após requisição e determinação da autoridade responsável pelo inquérito.

ALEGAÇÕES DA DEFESA – nos autos, a defesa sustentou que a cadela apresentava condição pré-existente, defendendo que a fontanela aberta poderia indicar anormalidade congênita. Com base nessa premissa, foi requisitada a realização de perícias médico-veterinárias nos processos civil e criminal.

PRÓXIMOS PASSOS – o caso continua sob análise, com a tramitação de perícias e a continuidade da coleta de documentos e imagens para esclarecer a linha de atuação do atendimento e as circunstâncias da morte.

A morte da cadelinha Miyeon, filhote da raça chihuahua, motivou ações penais e civis em São Paulo, envolvendo conduta no banho e tosa e mudanças administrativas na unidade de serviço que continua funcionando sob nova denominação.

Fontanela aberta e manejo seguro

Fontanela aberta é descrita por especialistas como uma característica comum em filhotes de raças toy e miniatura, incluindo a chihuahua, até o término do primeiro ano de vida. O diagnóstico embasa recomendações de manuseio suave durante banho e tosas, com a finalidade de evitar qualquer tipo de pressão na região cefálica.

Depoimento e conduta no atendimento

Conforme depoimento à autoridade policial, o banhista responsável pelo procedimento afirmou ter conhecimento prévio da fragilidade da região da fontanela em cães da raça Miyeon, mas manteve o manejo sob forte agitação do animal.

Transformação empresarial e localização

Paralelamente às investigações, a unidade operava sob o nome Bicho de Pet e passou a se apresentar como Vilati Clínica e Pet Shop, mantendo o mesmo endereço no bairro dos Jardins. O profissional envolvido foi desligado, mas a clínica e o pet shop seguem funcionando.

Danos psicológicos e posição das partes

Danos psicológicos — segundo a tutora, o vínculo com Miyeon era intenso; ela afirma não ter conseguido assistir às imagens do ocorrido e vem buscando acompanhamento com especialistas em luto de pets.

Em manifestação formal nos autos, a família da cadela recusou propostas de acordo apresentadas pela defesa e determinou que 100% de eventual indenização será revertido a instituições sem fins lucrativos voltadas ao resgate e à proteção animal.

Ações judiciais e perspectivas futuras

O objetivo central das ações é buscar justiça pela morte de Miyeon, responsabilizar criminal e civilmente os envolvidos e mobilizar a Prefeitura de São Paulo e o CRMV para avaliar a cassação do alvará de funcionamento da empresa, enquanto as perícias avançam de forma lenta nos institutos responsáveis pela produção de provas.

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