Brasil registra cerca de 50 mortes diárias por câncer de próstata em 2025
RESUMO: Em 2025, o câncer de próstata matou cerca de 18,5 mil homens no Brasil (?50 óbitos/dia). O aumento de 20% em uma década reforça a necessidade de rastreio precoce e de opções terapêuticas mais eficazes.
O câncer de próstata causou a morte de aproximadamente 18,5 mil homens no Brasil em 2025, representando uma média de 50 óbitos diários, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Dados da Agência Brasil indicam que esse volume representa um aumento de 20% em relação a uma década atrás, consolidando a neoplasia como a mais frequente entre a população masculina, com estimativa de mais de 77 mil novos diagnósticos neste ano.
Especialistas alertam que a doença é silenciosa em suas fases iniciais, momento em que as chances de cura chegam a 90%. Sintomas como dificuldade ou maior frequência para urinar, sangue no sêmen ou na urina e dores ósseas costumam surgir apenas em estágios avançados, o que compromete o sucesso do tratamento.
Para incentivar o rastreio precoce, a SBU promove a campanha Novembro Azul, recomendando a realização conjunta dos exames de PSA e toque retal a partir dos 50 anos para a população geral, e aos 45 anos para homens negros, obesos ou com histórico familiar da enfermidade.
No âmbito dos avanços médicos, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar em 2026 com a incorporação da cirurgia robótica para procedimentos de próstata. Paralelamente, o Conselho Federal de Medicina aprovou novas alternativas terapêuticas minimamente invasivas, como o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU), que destrói o tecido tumoral via ondas sonoras direcionadas, e a crioablação, técnica que utiliza agulhas finas para congelar e eliminar células cancerígenas.
Com esses dados e novidades tecnológicas, a entidade enfatiza a importância da mudança cultural na saúde do homem e o fortalecimento do diagnóstico antecipado. O avanço na oferta de exames e tratamentos busca reduzir a mortalidade e garantir maior sobrevida aos pacientes, reforçando o acompanhamento urológico periódico como a principal estratégia de combate ao avanço da doença no país.






