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Após viagem à COP31, Durigan negocia medidas fiscais com Lula

Após viagem à COP31, Durigan negocia medidas fiscais com Lula
Após viagem à COP31, Durigan negocia medidas fiscais com Lula

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RESUMO: O ministro da Fazenda afirmou que, após o retorno de Lula de viagens internacionais — COP31 na Turquia e compromissos nas Filipinas —, o governo apresentará propostas de ajuste fiscal. A reunião no Palácio da Alvorada avaliou o cenário econômico sem definir medidas concretas, enquanto Lula se prepara para iniciar o quarto mandato em janeiro de 2027.

O encontro no Palácio da Alvorada reuniu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, integrantes do governo, ex-ministros e economistas, com o objetivo de entender o panorama econômico brasileiro e apontar os principais desafios para os próximos anos. Embora tenha havido discussão aprofundada, não houve definição de ações específicas de ajuste fiscal. Durigan ressaltou que não existe uma fórmula mágica, apenas a manutenção dos compromissos fiscais.

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Durigan enfatizou que, ao lado do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vai preparar propostas para submetê-las à avaliação de Lula assim que o presidente retornar de sua agenda internacional. O governo pretende definir uma agenda de desenvolvimento com prioridades para diferentes setores da economia.

Novas consultas — a reunião, convocada por Lula, integra uma primeira rodada ampliada de conversas sobre a conjuntura econômica. A expectativa é promover novos encontros com representantes da sociedade civil, empresários e membros do mercado financeiro. Durigan afirmou que as propostas serão apresentadas com transparência e que o governo continuará ouvindo diferentes setores durante a viagem presidencial.

“Vou acompanhar a escuta enquanto o presidente estiver viajando”, declarou o ministro. Ele completou que as medidas em estudo deverão preservar os compromissos sociais do governo e contribuir para a melhoria do resultado fiscal.

Quem participou

O encontro no Palácio da Alvorada reuniu integrantes do governo federal, ex-ministros e economistas. Confira os participantes:

  • Geraldo Alckmin: vice-presidente da República;
  • Dario Durigan: ministro da Fazenda;
  • Miriam Belchior: ministra da Casa Civil;
  • Bruno Moretti: ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Esther Dweck: ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
  • Aloizio Mercadante:

Em Brasília, economistas, autoridades e especialistas discutem o caminho para o ajuste fiscal diante da evolução da dívida pública, com metas para o governo que se inicia em 2027 sob Lula.

Dívida pública

DÍVIDA PÚBLICA Dados do Banco Central indicam que a dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do PIB em setembro, totalizando cerca de R$ 11,1 trilhões. O indicador mostra avanço frente aos 71,7% do PIB registrados em dezembro de 2022, antes do terceiro mandato de Lula.

Pronunciamento de Lula

O presidente Lula deverá fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no domingo, com expectativa de reforçar a responsabilidade fiscal e a continuidade dos programas sociais. O discurso também deve abordar a preocupação com a dívida pública e a necessidade de criar condições para a redução da taxa básica de juros.

Selic mantida

O Copom, em decisão tomada na quarta-feira, manteve a Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma sequência de cinco cortes consecutivos.

Próximo mandato

Com a reeleição de Lula para o período 2027–2030, o governo planeja apresentar propostas para fortalecer o equilíbrio das contas públicas. Durigan afirmou que as medidas serão formuladas com base em diagnóstico apresentado durante reuniões com economistas e deverão ser avaliadas pelo presidente após o retorno de viagem internacional prevista para meados de novembro.

“Vou definir a agenda de desenvolvimento, estabelecer quais são as prioridades em quais setores. Sempre com compromisso com o fiscal, de garantir superávits nos próximos anos”, afirmou.

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