Condenação de 11 anos a mulher por atropelar e matar criança indígena no Sul da Bahia
RESUMO: Condenada a 11 anos em regime fechado por atropelamento que tirou a vida do menino Enzo Gabriel Oliveira dos Santos, 4 anos, em Pau Brasil; novo julgamento em Camacan confirma a pena e encaminha a ré ao presídio de Itabuna.
Uma mulher identificada como Tehiana Gomes de Freitas Pataxó foi condenada a 11 anos de prisão, em regime fechado, pelo atropelamento que tirou a vida do menino Enzo Gabriel Oliveira dos Santos, de 4 anos, em Pau Brasil, no Litoral Sul da Bahia.
O novo julgamento ocorreu nesta quarta-feira (4), em Camacan, dois anos após a anulação da primeira condenação pela Justiça.
Conforme o g1, em 2024 Tehiana já havia sido condenada a 13 anos, mas a pena foi anulada por erro material identificado pela Justiça, o que a autorizou a responder ao processo em liberdade.
Ao final do julgamento, a condenada foi encaminhada diretamente ao Conjunto Penal de Itabuna, também no Sul da Bahia. Não há confirmação sobre recursos pela defesa.
Durante a sessão, familiares da vítima acompanharam o julgamento. O pai do menino, Gilnei Oliveira dos Santos, afirmou que a perda deixou uma dor permanente na família; a irmã Jenifer Sousa cobrou justiça e lamentou a anulação da sentença anterior. A mãe de Enzo não concedeu entrevista; antes do início da audiência, ela passou mal e precisou de atendimento do Samu.
RELEMBRE CASO
Enzo Gabriel morreu no 3 de junho de 2021, na calçada da casa onde morava, ao lado da mãe. Na época, Tehiana tinha 18 anos, não possuía carteira de habilitação e dirigia uma caminhonete pertencente ao então namorado, Renato Santos Rocha.
Segundo informações da polícia, o casal havia consumido bebidas alcoólicas em um bar na zona rural de Pau Brasil antes de Renato entregar a direção do veículo a Tehiana.
Renato, que estava no banco do passageiro, também foi condenado no primeiro julgamento, em 2024, a dois anos de detenção, em regime de liberdade, além do direito de dirigir suspenso por duas anos e oito meses. Tal sentença também foi anulada; até o momento, não há informação sobre a realização de novo julgamento.






