Greenpeace: alerta sobre ausência e omissão do estado brasileiro

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Já se passaram seis dias desde que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips estão desaparecidos na região do Vale do Javari (AM). Com a situação, porta-voz do Greenpeace Brasil afirmou que isso é apenas a ponta do iceberg. Para a entidade, a ausência e omissão do Estado brasileiro na região vem permitindo a expansão de crimes ambientais.

Segundo o Greenpeace Brasil, apenas no terceiro dia após o ocorrido o governo brasileiro enviou uma equipe de busca para a região, depois de intensa pressão de organizações nacionais e internacionais, ativistas e sociedade civil do mundo inteiro. Considerando ser esta uma situação em que cada segundo é vital, a ação do governo foi iniciada tarde demais – não com 72 horas, mas com anos de atraso, avalia a ONG.

Leia também: Jornalista inglês e indigenista brasileiro desaparecem na Amazônia.

O contexto de insegurança e violência extrema observada no Vale do Javari é um reflexo da ausência de atuação competente e efetiva do governo brasileiro em toda a Amazônia. Atividades criminosas como a pesca ilegal, a extração de madeira, o garimpo e o narcotráfico vêm se alastrando pela região e se transformando na força-motriz da economia local, segundo o Greenpeace.
???Cada vez mais, os crimes ambientais se entrelaçam com as redes de narcotráfico na Amazônia. Esse conjunto de atividades ilícitas vem se intensificando e ganhando espaço por conta da omissão do governo brasileiro diante deste estado de barbárie que se apossa da região. Além de encontrar Bruno e Dom, temos o desafio de superar essa economia que consome a floresta e viola direitos humanos na Amazônia”, afirma Danicley de Aguiar, porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil.
Até o momento, a Polícia Federal segue sem pistas concretas sobre o paradeiro da dupla. ?? premente que a sociedade siga cobrando do governo brasileiro mais celeridade em relação ao desaparecimento de Bruno e Dom e pelo cumprimento de seu dever de defender os territórios Amazônicos e seus povos, avalia a porta-voz.

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