Resumo: O Brasil acompanha o novo relatório da ONU sobre fome e planeja reduzir a insegurança alimentar para cerca de 1% da população, mesmo diante dos impactos de conflitos internacionais que pesam sobre a agenda de combate à pobreza.
O levantamento anterior apontou queda do índice de fome para menos de 2,5%, suficiente para tirar o país do Mapa da Fome, um indicador usado globalmente para monitorar o acesso à alimentação adequada. A expectativa é que o novo relatório confirme avanços, ainda que com ressalvas, especialmente em regiões mais vulneráveis.
O ministro Wellington Dias, que comanda o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, admite que a conjuntura de guerras e tensões geopolíticas dificulta o ritmo, mas reforça a leitura de que, nos últimos três anos, o Brasil conseguiu melhorar a vulnerabilidade alimentar em larga escala, o que fortalece a narrativa social do governo Lula.
Segundo a avaliação do governo, esses números poderão ser explorados na estratégia pré-eleitoral, com o objetivo de evidenciar resultados da gestão atual e promover comparação com a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando supostos ganhos no enfrentamento à fome.


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