NYT: militares viraram aliados de Bolsonaro no questionamento das eleições

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Uma reportagem publicada neste domingo (12/6) pelo principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times, diz que os militares tornaram-se os principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) no questionamento às eleições deste ano. Com o título Novo aliado de Bolsonaro no questionamento das eleições no Brasil: os militares a longa reportagem, escrita pelo jornalista Jack Nicas, chefe da sucursal do NYT no Brasil, dá aos leitores um panorama do clima político no Brasil há quatro meses das eleições. 
A reportagem destaca, diversas vezes, que as acusações feitas por Bolsonaro e por líderes das Forças Armadas ocorrem “apesar de pouca evidências de fraudes anteriores”, e que isso vem aumentando as já altas tensões sobre “a estabilidade da maior democracia da América Latina”.
O NYT relembra que os militares enviaram questionamentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o pleito de outubro, e que eles receberam uma vaga no cômite da transparência das eleições “para aliviar os temores de que Bolsonaro havia despertado sobre a votação”.
A publicação destaca que Bolsonaro “tem falado com carinho” sobre a ditadura que o Brasil viveu entre 1964 e 1985, e que o presidente brasileiro tem sempre evidenciado como as Forças Armadas respondem a ele.
“Faltando pouco mais de quatro meses para uma das votações mais importantes da América Latina em anos, um confronto de alto risco está se formando. De um lado, o presidente, alguns líderes militares e muitos eleitores de direita argumentam que a eleição está aberta a fraudes. Do outro, políticos, juízes, diplomatas estrangeiros e jornalistas estão soando o alarme de que Bolsonaro está preparando o cenário para uma tentativa de golpe”, diz trecho da reportagem.
A publicação faz uma relação entre as táticas adotadas por Bolsonaro e atitudes tomadas pelo último residente dos Estados Unidos, Donald Trump, após ter perdido as eleições de 2020. “Os dois homens (Bolsonaro e Trump) refletem um retrocesso democrático mais amplo que se desdobra em todo o mundo”, diz o jornal.
A reportagem do The New York Times é finalizada com um questionamento sobre o papel das Forças Armadas no pleito brasileiro. “Como o apoio dos militares pode ser fundamental para um golpe, uma pergunta popular nos círculos políticos se tornou: se Bolsonaro contestasse a eleição, como os 340.000 membros das forças armadas reagiriam?”, diz trecho final da reportagem.

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