Hospital faz primeiro transplante de quadril com enxerto ósseo do DF

Escrito por: Diógenes Cunha

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A paciente Celina Araújo Xavier, 74 anos, natural do Distrito Federal, foi submetida no dia 30 de junho de 2026, no Hospital Home, à reconstrução do quadril por meio de uma prótese com enxerto ósseo estrutural, após fratura e migração da prótese existente.

A queda ocorrida em fevereiro não sugeria gravidade, mas desencadeou fortes dores na região pélvica, levando ao diagnóstico de uma fratura no acetábulo e ao rompimento da prótese, instalada há cerca de oito anos.

Diante da gravidade, a equipe optou pela reconstrução com enxerto ósseo estrutural. O material veio do Banco de Tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, seguindo rígidos protocolos de segurança.

Antes da cirurgia, a equipe utilizou tomografia computadorizada e impressão 3D para modelar o procedimento, simulando cortes e parafusos com antecedência. Esse planejamento visou reduzir riscos e o tempo de operação, segundo o ortopedista Abner Alberti, da clínica MEO – Medicina Esportiva e Ortopedia.

Segundo Alberti, a situação exigiu uma estratégia diferente da artroplastia tradicional: a prótese migrara para dentro da pelve, faltando grande parte do osso e criando uma área de risco próximo a órgãos, vasos e nervos. A alternativa viável foi a reconstrução por meio do enxerto ósseo estrutural.

O enxerto foi preparado pelo Into, com descontaminação, testes para vírus, bactérias e fungos, quarentena e armazenamento em condições de frio extremo (-80°C) até o momento da cirurgia, assegurando segurança e compatibilidade biológica.

Os próximos passos preveem monitorar a integração do osso ao longo dos meses seguintes. Em cerca de três meses, Celina deve dar os primeiros passos e iniciar a reabilitação com recursos avançados, incluindo esteiras antigravitacionais.

A cirurgia foi realizada por equipe liderada por Diogo Souto, Anderson Freitas, Eduardo Duarte e o suporte da equipe do Into, representando um avanço para a ortopedia no Distrito Federal.

“Já sinto uma grande melhora; a dor não existe mais. Agora é aguardar a plena integração do enxerto e retornar à vida normal”, disse Celina, em relato veiculado pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal.

Este texto baseia-se em informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal.

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