Aro quer ALMG alinhada a Zema em 2023: ‘Não vamos cometer o mesmo erro’

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Pré-candidato ao Senado Federal na chapa do governador Romeu Zema (Novo), o deputado federal mineiro Marcelo Aro (PP) disse, neste sábado (23/7), crer que o próximo presidente da Assembleia Legislativa vai sair do bloco de partidos que dá sustentação ao Palácio Tiradentes. O deputado estadual Agostinho Patrus (PSD), que preside o Parlamento estadual desde 2019, tem acumulado embates com Zema que, recentemente, chegou a acusá-lo de “sabotagem”.

“Vamos eleger uma bancada forte, do Novo e dos partidos aliados. Não vamos cometer o mesmo erro e vamos eleger um presidente da Assembleia alinhado ao senhor, para aprovar as pautas”, afirmou Aro, em Belo Horizonte, após evento convocado pelo Novo para oficializar a candidatura de Zema à reeleição.

Atualmente, a base que sustenta Zema na Assembleia é formada por 17 parlamentares, de nove legendas. De abril ao início deste mês, o governador chegou a ficar sem um bloco formal de apoio, porque não havia o mínimo de 16 deputados para compor uma coalizão oficial. O líder do grupo é o deputado Zé Guilherme, também filiado ao PP e pai de Aro.

“Nos próximos quatro anos, Zema terá governabilidade e vai conseguir todas as pautas que não conseguiu aprovar nesta gestão”, garantiu o postulante a senador.

Além do PP de Aro, Zema deve disputar a eleição deste ano com os apoios de Podemos, Solidariedade, Avante, PMN e Patriota. Mais partidos devem se juntar à coligação até 15 de agosto, data-limite para o registro das candidaturas.

O PSDB, embora faça parte da base de Zema no Parlamento, tem pré-candidatura própria ao governo, com o ex-deputado Marcus Pestana. Apesar disso, o Novo tenta convencer os tucanos a embarcar na campanha à reeleição. A ideia é entregar a vaga de vice ao jornalista Eduardo Costa, filiado ao Cidadania, legenda que compõe uma federação com o PSDB.

Amoêdo critica aliança com PP

João Amoêdo, um dos fundadores do Novo e candidato do partido à presidência da República em 2018, utilizou o Twitter para criticar a aliança de Zema com o PP mineiro.

Segundo ele, a coligação será “um dos marcos de destruição” do Novo. “Essa aliança com o Progressistas, partido com maior número de investigados na Lava Jato, da base aliada do governo Bolsonaro e apoiador da sua reeleição, em nada condiz com o discurso e o propósito da fundação do Novo de inovar na política, com coerência e visão de longo prazo”, disparou.

A despeito das críticas de Amoêdo, Aro é o principal articulador político. Vestindo uma camisa laranja, cor predominante do Novo, o parlamentar assegurou que será um “soldado” de Zema. Ele sinalizou aos militantes da legenda apontando ter pensamentos liberais como a simpatia à privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

“O Progressistas está com a mesma pauta do Partido Novo em relação às mudanças que temos de fazer em Minas. Precisamos diminuir a máquina pública e tirar as regalias”, falou.

Aro ainda é tratado como pré-candidato porque a convenção do PP para oficializá-lo na disputa pelo Senado vai ocorrer apenas no próximo sábado (30). A tendência é que o evento seja mera formalidade, porque ele tem o apoio de seus correligionários.

Zema e Agostinho Patrus

A acusação de “sabotagem” foi o mais recente capítulo da contenda entre Zema e Agostinho. Neste ano já houve, por exemplo, dissonâncias por causa do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), avalizado pelo Judiciário e visto pela equipe econômica do governo como solução para refinanciar a dívida junto à União, mas temido por deputados por causa de possíveis prejuízos ao funcionalismo e às políticas públicas.

“Quem sabotou Minas foi o Zema: deixou 11 hospitais regionais inacabados, estradas em péssimo estado, não criou nenhum programa social na pandemia, teve o fura-fila da vacina, autorizou mineração na Serra do Curral, dívida de Minas só crescendo”, declarou Agostinho, na semana passada.

Antes, em entrevista à “Rádio Transamérica” de Juiz de Fora, na Zona da Mata, Zema havia relacionado Agostinho a Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte e seu rival na eleição deste ano.

“Ficou tudo muito claro quando se apresentou como candidato a vice de meu adversário”, atacou, ao acusar o parlamentar de sabotagem. Agostinho era favorito a ser o vice de Kalil, mas entregou a vaga ao deputado estadual André Quintão, do PT, a fim de facilitar a aliança entre o PSD mineiro e o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva. 

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