Deputada mineira eleita sobre atos em quartéis: ‘Têm mesmo que acontecer’

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A deputada federal eleita Rosângela Reis (PL-MG) considera válidas as manifestações em apoio ao atual presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição derrotado na eleição presidencial deste ano. Em entrevista nesta sexta-feira (18/11) ao Estado de Minas, a futura parlamentar da Câmara dos Deputados diz que o movimento, que tem sido concentrado em algumas cidades do Brasil em frente a quartéis e outras divisões do Exército Brasileiro, “tem mesmo que acontecer”.
 
“De forma alguma. Eu vejo que esse movimento, ele é democrático. Ele tem mesmo que acontecer, até mesmo da forma que houve uma eleição, uma disputa eleitoral. Por causa da divisão, e nós tivemos uma diferença de dois milhões, pouco mais de dois milhões de votos. Então, o país ficou dividido”, disse, durante participação no EM Entrevista.
Apoiadores de Bolsonaro estão desde a derrota de Bolsonaro para o presidente eleito Lula (PT), em 30 de outubro, em segundo turno, realizando essas manifestações – algumas com pedidos de intervenção das Forças Armadas no processo – por não aceitarem o resultado do pleito, mas sem apresentar provas de fraude eleitoral. O petista teve 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% do candidato à reeleição, que acabou derrotado.
Rosângela também comentou a participação das mulheres nestes atos. “Eu vejo que é importante que tenha esses movimentos e que as mulheres também participem. Eu vejo que essa participação ela é importante e que ela vem a fortalecer também para eleições municipais, que nós não tenhamos dificuldade de fazer a formação de chapa de mulheres. E a gente sabe que a maioria das mulheres elas são aguerridas, elas correm atrás, são trabalhadoras e esse espaço é importante, que tenham mais mulheres”.
“Mas estou vendo uma participação que está até muito mesclada, que as pessoas estão participando como um todo. E eu não vejo que é antidemocrático, vejo que é importante que as participem. Agora, a gente vai buscar o resultado disso, as mulheres que estão, os homens que estão, vai buscar os resultados? Eu vejo que sim. Que isso abre possibilidades para fazer manifestações”, completou.
Por fim, Rosângela Reis, que cumpre o quarto mandato como deputada estadual mineira, disse que os atos devem mesmo fazer pressão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a fim de melhorar as eleições no Brasil.
“Mas que essas manifestações sejam ordeiras e que pressione mesmo o TSE de tomar posições, tomar medidas em prol da transparência das eleições. Que essas eleições possam ser mais abertas e que tenham conselhos participando, para que possa, havendo compilação desses dados das urnas, que faça essas definições com mais clareza. Porque da forma que se deu, ela deixa dúvida”.

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