MDB critica projeto do IPTU de Salvador e vereador Daniel Alves rebate: “Precisa pegar o projeto para estudar”

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O presidente estadual do MDB, Alex Futuca, fez duras críticas, nesta sexta-feira (25), ao projeto do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) enviado pela Prefeitura de Salvador para a Câmara de Vereadores. Futuca disse que “o partido se manifesta firmemente contra esse absurdo e busca mobilizar a sociedade contra a medida”.

 

“Essa proposta de aumento do IPTU é um chute no estômago do soteropolitano, que não observa a contrapartida em melhoria dos serviços nem investimentos na estrutura da cidade visando diminuir o abismo existente entre os mais pobres e os mais abastados. Por isso, o partido resolve e solicita ao vereador presidente e vice governador do estado eleito, Geraldo Júnior, que comande naquela Casa Legislativa, o enfrentamento a essa proposta que avilta a cidadania e atinge um povo já sofrido e solapado pela inflação, desemprego e por vezes sem perspectivas de melhora”, falou Alex Futuca.

 

O vereador Daniel Alves (PSDB), quarto líder da bancada governista, procurado pelo Bahia Notícias, pontuou que não haverá aumento, apenas reajuste no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), rebatendo as falas do presidente estadual do MDB.

 

“Futuca está equivocado. Ele precisa pegar o projeto para estudar. Não terá aumento, terá reajuste natural do IPCA. Eu fiz esse questionamento à secretária da Fazenda, Giovanna Victer. Inclusive, ela me disse que algumas pessoas poderão ter desconto, mas com o aumento do valor do IPCA, não terá uma diminuição do valor, de fato. O projeto já está tramitando na Câmara e precisa ser aprovado. Caso ele não seja aprovado, aí a gente terá problema, porque as travas eram mantidas até este ano. Se não tiver votação, terá um aumento grande. A gente precisa que o IPTU seja votado” explicou Alves.

 

De acordo com o texto enviado para a Câmara no início do mês (relembre aqui), há aumento na faixa de isenção do pagamento do imposto para a população de baixa renda e mantém a inflação oficial como o limite de correção do tributo nos próximos dois anos, além de trazer benefícios para imóveis novos e para outros setores da economia.

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