Empresários e associações baianas pedem espaço para debate com Rui Costa antes de novas decisões contra Covid-19

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O Conselho Consultivo das Entidades Empresariais (Consempre) e o Fórum Empresarial da Bahia enviaram, nesta quinta-feira (1º), para o governador do Estado, Rui Costa, um requerimento, onde solicitam diálogo para tomada de novas decisões a respeito de novas medidas que venham a ser adotadas para conter a Covid-19.

 

“Após a publicação do Decreto Nº 21.744, de 28 de novembro de 2022, que determina o retorno da obrigatoriedade do uso de máscara de proteção para conter o avanço no número de casos de Covid-19, a classe produtiva do estado, organizada coletivamente por meio do Conselho Consultivo das Entidades Empresariais (Consempre) e do Fórum Empresarial da Bahia, vem manifestar a necessidade de diálogo com o governo estadual a respeito de novas medidas que venham a ser adotadas”, diz requerimento.

 

 

Ainda no documento, os órgãos ressaltaram que acreditam na ciência, mas a experiência acumulada no enfrentamento à pandemia faz com que busquem realizar conversas, para definir quais os caminhos serão trilhados, para que a geração de emprego, renda e tributos não sejam afetados. 

 

“Acreditamos que todas as iniciativas que possam afetar a dinâmica empresarial devam ser prescindidas de debates entre governo e sociedade civil organizada, com o objetivo de minimizar os impactos gerados pelas mesmas. Ressaltamos que as classes produtivas da Bahia confiam na ciência e nos profissionais da área de saúde e compreendem que os esforços para a preservação da saúde física e mental da população são imprescindíveis. Com função social de geração de emprego, renda e tributos, o setor empresarial e produtivo da Bahia busca também o pleno bem estar da população. Diante da experiência acumulada no enfrentamento à pandemia, reiteramos a importância do diálogo permanente, direto e objetivo como o mais legítimo e efetivo caminho a ser trilhado na construção das melhores soluções a serem implementadas”.

 

E finalizou: “Compreendemos a importância do Decreto, mas precisamos questionar a forma como o mesmo foi conduzido, sem que a classe produtiva e a população pudessem se preparar para o cumprimento legal. Enfatizamos que o planejamento é fundamental para que possamos dar continuidade às atividades econômicas sem maiores danos econômicos, que afetam não apenas a classe empresarial, mas toda sociedade. Assim, sugerimos que haja amplo e permanente diálogo entre governo e entidades empresariais para que possamos externar o nosso posicionamento e capacidade de contribuição para, dessa forma, construirmos juntos as melhores soluções”.

 

O documento foi assinado por 32 entidades dos setores empresarial e produtivo da Bahia. 

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