Reunião que vai definir futuro da CCR Barcas no transporte aquaviário do Rio é marcada

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


Encontro entre representantes da empresa, Ministério Público e governo do Estado ocorrerá em 30 de janeiro

Foto: PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO

Barca próxima à ponte Rio-Niterói

Barca próxima à ponte Rio-Niterói

A reunião que deve definir a continuidade ou não da CCR Barcas no sistema de transporte aquaviário do Rio de Janeiro foi marcada para o dia 30 de janeiro. O encontro vai ser realizado entre o Ministério Público e o governo estadual. Em pauta, a aprovação da minuta do acordo entre o Estado e o grupo CCR para manutenção da empresa na administração do serviço. Representantes do MP apontaram que há necessidade de analisar os cálculos que norteiam os valores previstos nas cláusulas econômico-financeiras do acordo. O órgão também alegou que havia necessidade de um prazo maior para verificação minuciosa das cláusulas técnicas. O novo edital de licitação está sendo elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro para tentar agilizar o processo, que tem gerado polêmica a capital fluminense. O acordo precisa ser aprovado pelo Ministério Público e depois ser homologado pela Justiça. No fim do ano passado, a Secretaria de Transporte do Rio de Janeiro chegou ao meio-termo com a CCR Barcas para manter o grupo no serviço aquaviário até fevereiro de 2024, com possibilidade de extensão por mais um ano. Há mais de três anos o grupo alegava que não continuaria a frente do serviço após o dia 12 de fevereiro de 2023, quando termina o contrato de concessão. Em seções anteriores no Tribunal de Contas do Estado, a conselheira Mariana Monteblo manifestou pelo menos duas vezes preocupação com a real possibilidade de descontinuidade do funcionamento do transporte. O serviço de barcas no Rio conta com seis linhas que transportam, em média, cerca de 50 mil passageiros diariamente. Em nota, a CCR Barcas disse que segue com operação normal até o fim do contrato e que aguarda posicionamento das autoridades a respeito da minuta de acordo com o governo do Estado encaminhada ao Ministério Público.

*Com informações do repórter Mateus Koelzer

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...