Três dias após assembleia aprovar destituição, Fiesp diz que Josué ainda é o presidente da entidade

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Federação das Indústrias de São Paulo afirma que executivo ‘está no exercício pleno de suas funções’; defesa do executivo contesta legalidade da decisão

ETTORE CHIEREGUINI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Josué Gomes da Silva

Defesa de Josué Gomes contesta decisão de assembleia e alega falta de quórum para destituição

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) emitiu uma nota nesta quinta-feira, 19, na qual reconhece Josué Gomes como presidente da entidade. A manifestação acontece três dias depois da assembleia da entidade aprovar a destituição do executivo da presidência. O afastamento foi votado na segunda-feira, 16. Foram 47 votos contra Gomes e apenas 1 a favor. A decisão não foi reconhecida pela defesa de Gomes, que alegou falta de quórum e de consenso.  “A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informa que Josué Gomes da Silva é o presidente da entidade e está no exercício pleno de suas funções, conforme determinam os estatutos vigentes”, diz o comunicado enviado à imprensa

Como a Jovem Pan mostrou, 86 dos 116 sindicatos da Fiesp assinaram o pedido para a realização da votação para possível interrupção do mandato de Josué, que havia sido eleito em janeiro de 2022 com 97% dos votos – substituindo Paulo Skaf, que esteve à frente da corporação por 17 anos. Nos últimos meses, Josué, filho do ex-vice-presidente da República, José Alencar, enfrentava uma discordância dos sindicatos de oposição que não aprovavam sua gestão à frente da federação industrial. Skaf se tornou um dos principais críticos da atual gestão da entidade. Parte da entidade não aprovou um manifesto a favor da democracia assinado por Gomes no ano passado. Na avaliação do grupo ligado a Skaf, o documento era crítico ao governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

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