Sobe para 54 o número de mortos durante protestos contra o atual governo do Peru

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Manifestações começaram em dezembro, quando Dina Boluarte assumiu a presidência por sucessão constitucional após o autogolpe fracassado de Pedro Castillo

EFE/ Enrique García Medina

Homem mostra cartaz contra Dina Boluarte na manifestação desta quinta: 'Dina Boluarte, o povo te odeio. Dina assassina'

Homem mostra cartaz contra Dina Boluarte na manifestação desta quinta: ‘Dina Boluarte, o povo te odeio. Dina assassina’

A morte de mais uma pessoa nesta quinta-feira, 19, elevou para 54 o total de mortos nos protestos que acontecem no Peru desde dezembro do ano passado, neste último caso, o óbito ocorreu durante confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Arequipa, a segunda cidade mais populosa do país. “Lamentamos a morte de uma pessoa durante os confrontos na ponte Añashuayco, localizada no norte da cidade (de Arequipa)”, afirmou a Ouvidoria Pública no Twitter antes de pedir ao Ministério Público uma rápida investigação dos fatos “a fim de apurar responsabilidades”. O Peru enfrentou nesta quinta um intenso dia de protestos em várias regiões, que incluem tentativas de tomar os aeroportos de Arequipa, Cuzco e Juliaca, além de uma mobilização massiva no centro histórico de Lima, onde ocorreram confrontos com forças de segurança. Em Arequipa, a polícia e os militares repeliram uma tentativa de tomada do aeroporto por manifestantes, embora os confrontos tenham durado várias horas. Um avião e veículos blindados das Forças Armadas teriam participado do trabalho de controle do aeroporto.

Na manhã desta quinta, o Ministério dos Transportes e Comunicações informou o fechamento do aeroporto de Arequipa “para salvaguardar a integridade dos cidadãos e a segurança das operações aeronáuticas”, após os confrontos registrados no início do dia. O aeroporto de Cuzco também suspendeu as operações devido aos protestos, e a imprensa local relatou outra tentativa de invasão ao aeroporto de Juliaca, na região de Puno. As manifestações no Peru começaram em 7 de dezembro, quando Dina Boluarte assumiu a presidência por sucessão constitucional após o autogolpe fracassado de Pedro Castillo e, após uma trégua de Natal, ganharam força a partir de 4 de janeiro, principalmente no sul do país.

*Com informações da EFE

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