Alvo de Bolsonaro, busto de Rubens Paiva “resistiu” a ataques do dia 8

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Os ataques de terroristas bolsonaristas ao Congresso Nacional atingiram muitas obras de arte, esculturas, objetos  e outras instalações da Câmara dos Deputados. Diversas áreas foram atingidas.

Os seguidores de Jair Bolsonaro não chegaram, porém, próximo de uma imagem que já foi alvo da agressividade do ex-presidente. Se trata do busto de Rubens Paiva, que foi preso, torturado, morto e desaparecido pela ditadura, regime apoiado por Bolsonaro.

O busto foi instalado num dos corredores principais da Câmara, em abril de 2014. Familiares de Rubens Paiva compareceram para o ato de inaurugação. Então deputado pelo PP, Bolsonaro passou no local, com assessores, vaiou, e próximo da imagem, simulou uma cusparada.

O fato até hoje é relembrado pelos familiares do ex-deputado, alvo do regime. Sua filha, Vera Paiva, relembrou o episódio recentemente, quando votou contra o fim da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, que integrava.

O jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, também filho de Paiva, lembrou que ontem completou 42 anos quando seu pai foi levado de casa pelos agentes da ditadura.

“Em 20 de janeiro de 1971, nossa casa no Rio de Janeiro foi invadida. Levaram meu pai. Viramos reféns de agentes com metralhadoras. No dia seguinte, levaram minha mãe e irmã de 14 anos. Ele foi torturado e morto no DOI-Codi. Elas liberadas depois. Seu busto no Congresso resistiu aos golpistas” – postou o jornalista.

Naquele dia de 2014, Vera ficou indignada com o gesto do Bolsonaro.

“É um absurdo, um escândalo isso que o Bolsonaro fez. Mas na democracia ele pode fazer isso. Na ditadura, seria preso” – disse.

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