‘É preciso convencer o Banco Central de que não é possível ter maior juro do mundo’, afirma Alckmin

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Vice-presidente da República reforçou as críticas do governo à conduta da política monetária durante participação no prêmio ‘Cidades Empreendedoras’ nesta segunda-feira, 27

Reprodução/TV Brasil

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Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, durante participação no prêmio “Cidades Empreendedoras” da Escola Nacional de Administração Pública

Nesta segunda-feira, 27, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), participou do prêmio “Cidades Empreendedoras” da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Durante o evento, Alckmin aproveitou para reforçar as críticas do governo à conduta da política monetária: “Temos que convencer o Banco Central de que não é possível ter o maior juro do mundo. Mais do dobro do segundo. É um negócio que não tem o menor cabimento”. De acordo com o ranking da Infinity Asset, o Brasil tem atualmente a maior taxa de juros reais, corrigidos pela inflação, entre as principais economias do mundo. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano e não deu indícios de que planeja cortar os juros em breve. Por causa dessa insistência, o governo do presidente Lula (PT) tem feito repetidas críticas ao nível elevado dos custos dos empréstimos.

A ata da reunião do Copom será divulgada nesta terça-feira, 28. Ainda no evento, o vice-presidente também falou sobre a reforma tributária, que busca simplificar a cobrança de impostos a nível federal, estadual e municipal: “Quero tranquilizar os prefeitos, porque não é para tirar de um e dar para outro, é neutralidade federativa e eficiência econômica. Essa é uma reforma que pode fazer o Brasil, em 15 anos, crescer em 10% o PIB. Simplificar e buscar eficiência econômica”.

*Com informações da repórter Letícia Miyamoto

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