IPCA-15 mostra deflação em Salvador pelo segundo mês seguido, puxada por queda em habitação, alimentação e bebidas

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), registrou deflação de 0,07% no mês de julho. Foi o que revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta terça-feira (25). Este foi o primeiro IPCA-15 negativo em 2023.

 

A pesquisa do IBGE revelou que na Região Metropolitana de Salvador houve uma deflação ainda maior do que na nacional, de -0,20% em julho, o que mantém a tendência de queda dos preços verificada na capital baiana também no mês de junho (-0,02%). A deflação medida neste mês representou o menor resultado do índice para um mês de julho na cidade de Salvador desde 2017 (na ocasião, o IPCA-15 registrou -0,25%).

 

Dentre as 11 capitais pesquisadas pelo IBGE, a deflação em Salvador só foi menor do que em Goiânia (-0,52%), Rio de Janeiro (-0,30%) e Fortaleza (-0,22%). A medição do IPCA-15 em Salvador também mostrou uma queda de preços maior do que a verificada em todo o País (-0,07%).  

 

No ano de 2023, a inflação medida pelo IPCA-15 na Região Metropolitana de Salvador foi de 3%, abaixo do índice apurado nacionalmente (3,09%). No acumulado dos últimos 12 meses, a capital da Bahia, com IPCA-15 de 3,01%, também tem números melhores do que os do País (3,19%). 

 

A análise do grupo de preços em itens de alimentação e bebidas mostrou que a cidade de Salvador teve a terceira maior deflação de todo o País: -0,70%, só perdendo para Brasília (-0,74%) e Goiânia (-0,52%). A maior que de preços neste grupo em Salvador foi verificada em óleos e gorduras (-4,49%), carnes (-2,98%) e cereais, legumes e oleaginosas (-2,26%). Na contramão da tendência de queda, os preços de hortaliças e verduras subiram 3,13%. 

 

O IPCA-15 na Região Metropolitana de Salvador foi puxado pra baixo principalmente devido à forte retração de preços no grupo Habitação. A queda neste setor na capital baiana foi de -1,95%, a maior dentre todas as capitais pesquisadas pelo IBGE. O índice do grupo Habitação em Salvador também mostrou deflação bem maior do que a apurada nacionalmente (-0,94%). 

 

Salvador também teve deflação nos preços dos grupos de Artigos de Residência (-0,92%), Vestuário (-0,36%) e Comunicação (-0,17%). Houve alta de preços na capital baiana nos grupos de Transportes (1,58%), Educação (0,18%), Despesas Pessoais (0,12%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,02%). 

 

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de junho e 13 de julho de 2023 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de maio a 14 de junho de 2023 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
 

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