VÍDEO: Preta Gil lembra de vaias durante palestra no TCA: “Eu fiquei chocada”

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Preta Gil comentou sobre o episódio que viveu no Teatro Castro Alves em 2017, quando foi convidada para a uma palestra sobre empoderamento negro em Salvador. 

 

 

A cantora lembrou que estava ao lado de Mc Carol de Niteroi, Elisa Lucinda, e contava com a mediação de Rita Batista, quando tudo começou.

 

“Fui vaiada no Teatro Castro Alves por 3 mil pessoas. Eu fui contar uma história sobre minha vida e [disse] ‘Eu que sou uma típica mulata brasileira…’ e já veio um [barulho] do fundo do teatro, que eu não entendi que era pra mim e nem tinha entendido que era uma vaia”, iniciou Preta, em entrevista ao programa De Frente com Blogueirinha. 

 

Preta ainda disse que Rita Batista chamou sua atenção para o termo “mulata” e ela explicou que foi como ela aprendeu por ser filha de uma mulher branca e um homem negro. 

 

De acordo com Preta, uma das teorias diz que as escravas negras eram pejorativamente chamadas de “mulas” e quando eram vítimas de abuso sexual por parte de senhores de engenho e engravidavam, seus filhos passavam a ser chamados de “mulatos”. 

 

“Eu fiquei chocada, como eu não sabia disso? Como é que ninguém nunca me contou? Eu fiquei muito chocada”, disse a filha de Gilberto Gil. 

 

Preta também lembrou que, no mesmo evento, usou a palavra “denegrir” para se referir aos insultos que recebia. 

 

“Aí foi que a vaia veio com tudo. Eu pensei: ‘O que é que eu falei agora?’. E no mesmo dia eu descobrir que denegrir era ‘diminuir por ser negro’, além de outras explicações para essa palavra ser problematizada”. 

 

Preta disse que sofreu um cancelamento ao vivo que tomou a internet, mas pediu ajuda a Taís Araujo para lidar com o tema.

 

“Liguei pra Taís Araujo, que é uma grande amiga minha, e falei, contei a história pra ela. Ela falou: ‘vou fazer um grupo de mulheres negras que podem te explicar mais sobre esses assuntos, e podem te acolher e também algumas te criticar. Vamos criar um grupo'”, recordou Preta.

 

O grupo chamado de “Potências Negras”, que existe até hoje, não conta mais com Taís Araujo. 

 

“A Taís não está mais no grupo! Eu não acreditei quando apareceu assim, ‘Tais saiu do grupo’. Ela justificou na época, e ela tem toda a razão, o grupo era full time, 24 horas. A demanda do grupo foi ficando grande, hoje tem quase 3.000 pessoas. E hoje a Tia Má que é a grande [responsável]”.

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